- Fernando Di Genio, sobrinho do empresário João Carlos Di Genio, rebate declarações de Sandra Miessa em entrevista à Folha, dizendo que a relação com o tio sempre foi baseada em admiração mútua.
- Segundo ele, não houve motivos profissionais ou pessoais ocultos, e o recado não condiz com a realidade dos fatos.
- Fernando afirma que o grupo liderado pelo tio envolve rádios, TVs, a Unip, o Objetivo e imóveis, e que houve ainda controvérsia sobre o inventário após o falecimento.
- O sobrinho critica ataques que, na avaliação dele, visam manchar a reputação da família e extrapolam a liberdade de expressão.
- A defesa encaminhou à Folha um texto mencionando que as declarações podem configurar crimes contra a honra, e que adotarão medidas cabíveis.
Fernando Di Genio, sobrinho do empresário João Carlos Di Genio, respondeu nesta segunda-feira à entrevista de Sandra Miessa publicada na coluna de Mônica Bergamo. A resposta chegou por meio de nota enviada à Folha de S.Paulo.
Em nota, Fernando afirma que a relação com o tio sempre foi pautada pela admiração mútua e nega ter agido por interesses profissionais ou pessoais. Ele diz lamentar que fatos íntimos estejam expostos de forma parcial.
Sandra Miessa, viúva do empresário falecido em 2022, havia dito à Folha que Fernando, então responsável pelas rádios e TVs do grupo, tentou entrar no inventário após a morte. O conglomerado envolve a Unip, o Objetivo, fazendas, imóveis e veículos de comunicação.
A defesa de Fernando sustenta que os ataques visam macular a reputação da família. Alega ainda que as declarações extrapolam a liberdade de expressão e podem configurar crime contra a honra, o que motivaria medidas cabíveis.
Segundo a assessoria jurídica, Fernando participou ativamente do desenvolvimento das instituições ligadas à família, recebendo orientações diretas do tio ao longo de anos. A nota sustenta convivência próxima e confiança recíproca.
A Folha apurou que o texto encaminhado por Fernando foi elaborado pelo escritório Fernando José da Costa Advogados. O comunicado critica a narrativa de que haveria ambições pessoais ligadas ao grupo empresarial.
A reportagem mantém posicionamento neutro, destacando que o tema envolve conflitos familiares, responsabilidades empresariais e questões de inventário e confiança entre as partes, sem fazer julgamentos.
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