- O Gripen F, caça supersônico com capacidade para dois pilotos, foi apresentado em Linköping, Suécia, pela Saab em parceria com participação brasileira.
- O projeto foi feito a pedido da Força Aérea Brasileira e envolve transferência de tecnologia, com apoio da Embraer, Akaer e AEL Sistemas.
- A compra brasileira, anunciada em 2014, prevê trinta e seis caças, sendo oito com dois pilotos e vinte e oito com apenas um; quinze unidades são montadas pela Embraer em Gavião Peixoto.
- Participaram da cerimônia o ministro da Defesa do Brasil, José Múcio, e o ministro da Defesa da Suécia, Pål Jonson.
- O desenvolvimento durou cerca de três anos, com brasileiros respondendo por cerca de 50% do trabalho; o modelo não deve ser produzido no Brasil, mantendo a produção dos Gripen E pela Embraer. O Gripen F pode atingir até 2.470 km/h e medir 15,9 metros de comprimento.
O primeiro caça supersônico da FAB com participação brasileira e piloto-duplo foi apresentado pela Saab em Linköping, Suécia. O Gripen F, criado a pedido da Força Aérea, combina transferência de tecnologia e capacidade para dois tripulantes.
A cerimônia ocorreu nesta terça-feira, 2, na fábrica da Saab. Participaram o ministro brasileiro da Defesa, José Múcio, e o ministro sueco, Pål Jonson, que acompanharam o lançamento oficial da aeronave.
Parcerias e objetivo do projeto
O Gripen F integra o acordo de 2014 que prevê 36 caças, com 15 montados pela Embraer em Gavião Peixoto (SP). Desses, oito aceitam dois pilotos, enquanto 28 são do modelo Gripen E, com apenas um piloto.
O avião mede 15,9 metros de comprimento, é 66 cm mais longo que o Gripen E e é resultado de cooperação com Embraer, Akaer e AEL Sistemas. A proposta envolve treinamento de tripulações e uso em combate.
Transferência de tecnologia e impactos
O presidente da Saab destacou a transferência de tecnologia considerada a mais abrangente já realizada. O ministro Múcio afirmou que o programa gerou ganhos tecnológicos, empregos qualificados e oportunidades econômicas.
O Gripen F deve reduzir o tempo de treinamento naval na FAB, permitindo que pilotos se preparem em ambiente de combate. Um tripulante atua na operação interna, o outro na decisão tática.
Produção, produção local e mercado
O desenvolvimento levou cerca de três anos, com participação brasileira significativa. Segundo a Saab, brasileiros desenvolveram aproximadamente metade do trabalho do projeto.
A Saab indicou que o Gripen F não deverá ter produção no Brasil, ante a menor demanda de unidades. A Embraer seguirá com a produção do Gripen E para o restante do contrato.
Contexto internacional e estimativas futuras
Até o momento, além do Brasil, Colômbia e Tailândia encomendaram caças Gripen. A edição de 2023 sinalizou interesse sueco, mas ainda sem decisão formal sobre dois pilotos para a frota local.
O Gripen pode alcançar velocidades de até 2.470 km/h e tem envergadura de 8,6 metros. O modelo faz parte do programa F-X2, visando renovar a frota brasileira com transferência de know-how.
Entre na conversa da comunidade