- Em 1978, Janice Nix supostamente colocou Andrea, de cinco anos, na banheira com água escaldante, em Thornton Heath, em Londres, e a morte foi registrada como acidente na época.
- Em setembro de 2022, Desmond Bernard, então com oito anos, revelou à polícia que foi obrigada a mentir sobre o que aconteceu, para encobrir a madrasta.
- Em 26 de maio de 2025, o júri do Tribunal da Coroa de Isleworth considerou Nix culpada de homicídio culposo da enteada e de crueldade contra Bernard.
- Bernard descreveu um ambiente de abusos, incluindo espancamentos e comer comida de gato; Nix tinha antecedentes criminais, já tendo sido traficante conhecida com o apelido Mama J.
- A polícia afirmou que o caso só chegou a julgamento graças ao relato tardio de Bernard; Nix foi presa no aeroporto em fevereiro de 2025, ao retornar de Antigua, e enfrentou as acusações.
Desmond Bernard revelou à polícia, quase cinco décadas depois, um segredo que mudou o rumo de um caso que era tratado como acidente. Em setembro de 2022, ele informou aos investigadores que Janice Nix forçou a enteada Andrea, de cinco anos, a entrar em uma banheira com água quente, em Thornton Heath, sul de Londres.
A morte de Andrea, ocorrida em 1978, foi registrada como acidente na época. Bernard, então com oito anos, afirmou ter sido obrigado a mentir para encobrir o que realmente aconteceu. Segundo ele, a menina sofria com punições severas na residência da família.
Aperfeiçoando as informações, a Polícia Metropolitana destacou que Nix manteria um histórico de violência contra as crianças, incluindo espancamentos e outras formas de crueldade contra Bernard, que hoje tem 56 anos. A investigação só foi avançar com a denúncia de Bernard em 2022.
Nix, de 67 anos, foi julgada no Tribunal da Coroa de Isleworth. O júri a considerou culpada pela morte de Andrea e por crueldade contra Bernard entre 1975 e 1978. A decisão foi proferida na terça-feira, 26 de maio de 2025, após esforço de décadas para responsabilizá-la.
A prisão ocorreu em fevereiro de 2025, quando Nix desembarcou no Aeroporto de Londres, vindo de Antigua. Naquele dia, ela foi acusada formalmente de homicídio culposo pela morte de Andrea e de crueldade contra Bernard. A detetive Fran Homer descreveu o momento como devastador para as vítimas.
Segundo depoimentos ouvidos no julgamento, Andrea relatou desconforto por coceira nas pernas antes de desmaiar, em 1978. A defesa apresentou versões diversas, incluindo a de que a água poderia ter se aquecido devido a falha no aquecedor, mas estas explicações foram descartadas por peritos.
Bernard descreveu uma rotina de abusos na casa, com agressões físicas e punições severas. O testemunho dele foi fundamental para reavaliar o caso, que ficou sem registros robustos ao longo dos anos. A promotora destacou o valor de ouvir quem viveu o trauma.
A inspetora-chefe Louise Caveen ressaltou que a decisão demonstra que as vítimas podem ter voz mesmo após tanto tempo. Ela afirmou que a investigação não existiria sem o relato de Bernard e que Andrea teve a chance de ter respostas.
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