- Um roubo envolvendo a banana da obra “Comedian”, de Maurizio Cattelan, ocorreu no Centre Pompidou-Metz, em Metz, no leste da França, e foi relatado por um segurança no sábado (30).
- A peça é avaliada em mais de R$ 30 milhões, consistindo em uma Banana presa à parede com fita adesiva.
- O museu informou que registrou uma queixa às autoridades competentes contra desconhecidos.
- O componente perecível foi substituído e a obra foi restaurada à apresentação original o mais rápido possível.
- O episódio integra uma sequência de incidentes envolvendo “Comedian”, que já ganhou notoriedade desde sua apresentação inicial.
Um roubo envolvendo a obra de arte Comedian, de Maurizio Cattelan, foi registrado neste sábado no Centre Pompidou-Metz, na cidade de Metz, no leste da França. A banana fresca, parte da instalação, estava exposta quando ocorreu o furto. A peça está avaliada em mais de 30 milhões de reais.
O roubo foi relatado por um segurança da galeria, segundo comunicação publicada pelo museu na mesma data. A instituição informou que registrou a ocorrência junto às autoridades competentes e que a ação compromete a experiência dos visitantes ao interromper parcialmente a exposição.
Segundo o museu, o componente perecível da obra foi substituído e a instalação retornou à apresentação original o mais rápido possível. A equipe informou que a exposição segue aberta, com a obra restaurada para permitir a continuidade da mostra.
Contexto da obra
Comedian consiste em uma banana fresca fixada à parede com fita adesiva e já ficou conhecida por desafiar o mercado de arte contemporânea. Em 2019, a obra ganhou notoriedade após ser apresentada na Art Basel Miami Beach, gerando debates sobre valor e conceito artístico.
Outras ocorrências envolvendo a peça já ocorreram em diferentes países. Em 2023, um estudante retirou a banana no Leeum Museum of Art, em Seul, e consumiu-a. Em 2024, um colecionador adquiriu a obra por milhões e também comeu a fruta. Em julho de 2025 houve novo episódio de consumo por um visitante no mesmo museu francês.
A ideia da obra é evidenciar a suposta absuridade da especulação financeira e a fragilidade dos sistemas que sustentam o mercado de arte, segundo declarações associadas à exposição. Maurizio Cattelan é conhecido por trabalhos satíricos que costumam provocar debates sobre arte conceitual.
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