- Monique Medeiros apresentou na quarta-feira defesa no Tribunal do Júri, buscando absolvição no caso que envolve a morte de Henry Borel.
- A defesa sustenta que a professora é vítima de um relacionamento abusivo e de machismo, criticando o que chamam de “padrão de maternidade” imposto a ela.
- A acusação a descreve como pessoa que negligenciou o filho para ascensão econômica, associando-a a vaidade e apego a bens materiais.
- A defesa rebate que frequentar academia e cuidar da imagem não implicam má-gestão parental, e destaca possível viés de gênero ao comparar sua repercussão com a do pai da criança, Leniel Borel.
- A babá de Henry havia alertado Monique sobre o comportamento de Jairinho; Monique afirma que não tinha condições de detectar sinais de agressões, enquanto Jairinho é apontado pela promotoria como autor do crime.
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, teve nesta quarta-feira (3) a última oportunidade de se defender no Tribunal do Júri. Acusada de omissão na morte do filho, a professora busca absolvição dos jurados. O processo envolve a investigação sobre o que ocorreu em casa durante o período em que Henry faleceu.
A defesa sustenta que Monique foi vítima de um relacionamento abusivo e de um padrão de tratamento social injusto. Os advogados afirmam que a percepção pública sobre a mãe não reflete sua condição de cuidadora nem a relação com o filho. A defesa critica o que chama de foco excessivo em maternidade e aparência.
A acusação busca demonstrar que Monique tinha conhecimento das agressões de Jairinho contra Henry. O Ministério Público aponta que a professora poderia ter interferido para proteger a criança, enquanto o ex-vereador é apontado como autor do crime. O caso ganhou repercussão pelo histórico de violência na família.
Defesa e acusações
A defesa compara o tratamento de Monique com o que recebe Leniel Borel, pai de Henry, que foi ao cabeleireiro após a morte do menino. Segundo os advogados, a diferença de tratamento evidencia viés de gênero na cobertura do caso. Monique foi ao salão no dia do enterro.
A babá do menino, Thayná de Oliveira Ferreira, alertou Monique sobre o comportamento de Jairinho, mas inicialmente relatou versões divergentes. Ao longo das investigações, as mensagens entre Monique e Jairinho foram revisadas, e Monique disse acreditar que não havia sinais claros de agressões contra Henry.
A história envolve ainda depoimentos de ex-namoradas de Jairinho, que descreveram agressões atribuídas ao padrasto. A defesa afirma que Monique não teve tempo nem condições de perceber sinais de SOS de Henry. A advogada de Monique ressaltou que a mãe sempre alegou não ter condições para detectar abusos.
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