- Em 3 de junho, no Recife, o Tribunal do Júri analisa uma tentativa de matar a mesma vítima em 2021, anterior ao feminicídio.
- O réu é Jorge Bezerra da Silva, já condenado pelo feminicídio da ex-companheira Priscilla Monnick Laurindo da Silva, morta em janeiro de 2022.
- Durante a audiência, ele ameaçou a irmã da vítima, gerando revolta entre familiares presentes.
- Segundo o Ministério Público de Pernambuco, a agressão violou medidas protetivas e quase terminou em tragédia, com a vítima ferida gravemente.
- Caso haja nova condenação, podem haver impactos adicionais na execução da pena.
O feminicida Jorge Bezerra da Silva, condenado pelo assassinato da ex-companheira, voltou a ser julgado no Recife nesta quarta-feira, 3 de junho. O caso envolve uma tentativa de feminicídio ocorrida em 2021, meses antes do homicídio de Priscilla Monnick Laurindo da Silva, em 2022. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri e focou em um episódio anterior ao feminicídio.
Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Jorge desrespeitou medidas protetivas e foi até o local onde a vítima estava, enquanto ela segurava a filha do casal. A agressão quase terminou em tragédia, mas houve atuação de familiares e de vizinhos que pediram socorro.
Familiares da vítima acompanharam a sessão e afirmaram viver com medo mesmo após a condenação pelo feminicídio. A mãe de Priscilla espera que a Justiça reconheça a tentativa anterior, ampliando a responsabilização do condenado.
Desdobramentos do caso
O réu já cumpre pena superior a 29 anos pelo feminicídio de Priscilla, cometido em 2022. O novo julgamento pode influenciar a execução da pena, incluindo possíveis efeitos sobre benefícios da legislação penal. O julgamento reacende o debate sobre medidas protetivas e violência contra mulheres.
O episódio anterior ao homicídio ganhou relevância ao ser trazido ao júri, destacando o descumprimento de ordens judiciais. Familiares relatam que a convivência com o medo persiste, mesmo após a condenação.
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