- Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, reconhecido como homicídio duplamente qualificado e crime de tortura contra a criança.
- Monique Medeiros foi condenada por omissão e, em relação ao homicídio, teve o crime desclassificado para culposo com perdão judicial, cabendo cumprir uma pena já considerada cumprida; ela sairá da prisão.
- A acusação sustenta que Henry foi vítima de agressões praticadas por Jairinho; laudos do Instituto Médico-Legal apontaram hemorragia interna e 23 lesões no corpo da criança.
- O julgamento, iniciado no dia 25, durou dez dias, tornando-se o mais longo da história do Rio de Janeiro.
- Além da pena de prisão, Jairinho foi condenado a pagar R$ 400 mil de indenização por danos morais a Leniel Borel, pai da criança.
Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi condenado na madrugada desta quinta-feira a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021 no apartamento da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Os jurados reconheceram homicídio duplamente qualificado e crime de tortura contra a criança.
A mãe da vítima, Monique Medeiros, recebeu condenação por omissão diante da tortura sofrida pelo filho. A pena foi de 1 ano e 4 meses de prisão, já considerada cumprida. Em relação ao homicídio, houve desclassificação para culposo, com perdão judicial, o que permite a saída da prisão após a sentença.
A decisão foi proferida pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri do Rio. Além da prisão, Jairinho foi condenado a pagar indenização de 400 mil reais por danos morais a Leniel Borel, pai de Henry.
Julgamento mais longo da história do Rio
O júri, que começou no dia 25 após recursos da defesa, durou 10 dias, tornando-se o mais longo da história do estado. Henry tinha 4 anos quando morreu após atendimento no Hospital Barra D’Or.
A defesa de Jairinho negou as acusações e apontou que o ex-vereador é vítima de um alegado projeto de vingança. Já Monique sustentou que vivia em um ciclo de violência doméstica e manipulação por Jairinho, contestando as provas apresentadas.
A acusação manteve a tese de agressões contra Henry, atribuídas ao padrasto. O Ministério Público ressaltou que Monique teria conhecimento das agressões. A sentença atende à reprovação pública de violência contra crianças e reafirmações legais subsequentes.
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