- Dave Grimstead, ex-policial com mais de trinta anos, criou a Locate International para usar voluntários na busca de pessoas desaparecidas de longo prazo ou ainda não identificadas.
- A iniciativa surgiu após ele se inspirar em resgates de tipo marítimo, adaptando equipes de busca e salvamento para casos em terra; não há funcionários pagos na organização.
- Casos notáveis mencionados incluem o desaparecimento de Melanie Hall em 1996, que só teve desfecho parcial após anos de investigação, e outros casos não solucionados como o “Sligo Man” e a “Wembley Point Woman”.
- Pesquisas da organização indicam padrões, como maior presença de mulheres entre vítimas de homicídio que começam como pessoas desaparecidas e a parcela significativa de corpos não identificados encontrados em áreas remotas.
- Grimstead destaca a importância de abordar os casos com responsabilidade diante da cultura de crime verdadeiro e avalia que, com avanços forenses e genealogia, respostas podem surgir mesmo após décadas.
Dave Grimstead, ex-detective com mais de 30 anos de serviço, criou a Locate International (LI) para investigar casos longos de pessoas desaparecidas ou identificadas. A organização funciona com voluntários treinados e atua sem funcionários pagos.
A ideia surgiu durante uma pausa de Grimstead, em Cornwall, ao observar operacionais de resgate da RNLI. Ele pensou: por que não aplicar o modelo de busca terrestre inspirado no salvamento marítimo a pessoas desaparecidas em terra?
O que é a Locate International
Fundada em 2019, a LI reúne equipes on-line de voluntários e recebe casos de longa duração, com baixa disponibilidade de recursos. O foco está em casos de desaparecimento prolongado ou de pessoas mortas não identificadas.
Entre os casos destacados, está o de Melanie Hall, desaparecida em Bath em 1996 durante desentendimento com o namorado. O corpo foi encontrado em 2009, ainda sem solução. Grimstead acompanhou o desfecho como voluntário civis.
Casos e aprendizados
Grimstead afirma que investigações reais enfrentam voltas, falsas pistas e descontinuidades de recursos. O grupo também estuda padrões, como a dominância de mulheres em casos de mortes iniciados por desaparecimento e a proporção de homens identificados em locais remotos.
Entre exemplos relevantes, está o “Sligo Man”, cuja identidade segue desconhecida desde 2009, apesar de investigações e de evidências coletadas. Outro caso é o da “Wembley Point Woman”, cujo enigma remontou há mais de duas décadas.
Impactos e controvérsias
A LI afirma que casos não resolvidos afetam famílias de forma contínua e que é possível extrair lições para melhorar políticas públicas. Grimstead ressalta que o envolvimento público precisa ser responsável, evitando especulações prejudiciais.
Em novas frentes, a organização planeja projetos-piloto em Devon e Cornwall, com voluntários integrados à polícia para ampliar o acesso a informações e linhas de investigação.
Casos que mobilizam a busca
Entre as histórias mais citadas está a de Vincent Akpiroroh, encontrado morto em 1994, com apenas um papel no bolso contendo um nome e a expressão No fixed address. Análises modernas ajudaram a corrigir o registro e abriram possibilidades de ligação com familiares.
Grimstead afirma que quase todo caso guarda alguém que se importa e busca respostas. A LI reforça que cada história tem contexto humano, o que pode orientar melhorias preventivas e de atuação policial.
Perspektivas futuras
O fundador projeta manter a LI como ferramenta de apoio à polícia, com evidências construídas por meio de tecnologia, genealogia e investigação colaborativa. O objetivo é reacender a curiosidade pública sem invadir a privacidade das famílias.
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