- O episódio apresenta o pesquisador Alessandro Sbampato, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo, autor da tese Rio e Lisboa: arquitetura e ordenação da paisagem.
- A defesa ocorreu no Programa Interunidades em Estética e História da Arte da USP, sob orientação do professor Rodrigo Cristiano Queiroz.
- A pesquisa compara o Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, com o Parque das Nações, em Lisboa, investigando transformações da paisagem da linha d’água.
- O estudo evidencia como grandes operações urbanas se diferenciam da realidade da população local, discutindo justiça urbana e o apagamento de memórias históricas, como a do Cais do Valongo.
- A versão completa da pesquisa está disponível no link indicado, e o podcast pode ser ouvido no player do artigo ou em plataformas como Spotify e Apple Podcasts.
O texto traz o episódio 93 da série Momento Cidade, que discute como os chamados “prédios-monumento” influenciam a vida ao redor. O entrevistado é Alessandro Sbampato, pesquisador da FAU/USP, autor da tese Rio e Lisboa: arquitetura e ordenação da paisagem.
Sbampato analisa transformações na paisagem de borda d’água ao comparar o Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, com o Parque das Nações, em Lisboa. A pesquisa questiona a relação entre grandes obras e as comunidades locais, abrindo caminho para debates sobre justiça urbana.
O estudo contrasta operações urbanas grandiosas com a realidade de moradores, destacando o apagamento de memórias históricas relevantes, como a do Cais do Valongo. O foco é entender impactos sociais, culturais e econômicos dessas intervenções.
A investigação foi defendida no Programa Interunidades em Estética e História da Arte da USP, sob orientação do professor Rodrigo Cristiano Queiroz. A tese está disponível para consulta na Biblioteca Digital da USP.
Contexto e desdobramentos da pesquisa
A análise de Sbampato enfatiza como intervenções de grande escala podem alterar dinâmicas locais de convivência e uso do espaço público. O estudo propõe olhar além da aparência arquitetônica e questiona efeitos sobre quem habita a área.
Segundo o pesquisador, a estética das obras não pode ocultar questões de justiça espacial. O episódio ressalta a importância de equilibrar valor patrimonial, memória coletiva e necessidades atuais da população.
Para quem busca aprofundamento, a tese Rio e Lisboa: arquitetura e ordenação da paisagem está disponível na repositória da USP, com detalhes sobre metodologia e fontes. A discussão completa também pode ser acompanhada no formato de podcast.
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