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Como transportar animais de estimação com segurança em viagens

Planejar paradas e usar caixa rígida para animais pequenos ou cinto de segurança para os maiores reduz riscos no trânsito e evita infrações

Da escolha da caixa de transporte à do cinto de segurança, passando pelo planejamento de paradas, cada detalhe faz a diferença ao transportar cães e gatos
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  • Em 2024, o Brasil tinha cerca de 160 milhões de pets, com média de 2,2 animais por residência, posição de terceiro maior do mundo.
  • Animais menores devem viajar em caixas rígidas presas ao cinto; cães maiores podem usar cintos automotivos com peitoral.
  • Caixas e cintos devem ficar fixos no veículo; evite prender a coleira ou guias unidas ao pescoço.
  • Em viagens longas, inclua paradas a cada duas ou três horas, evite automedicação e treine trajetos curtos antes de viagens mais longas.
  • Infrações envolvendo pets incluem direção com a cabeça para fora (grave), animal no colo (média) e animal solto no interior (leve); airbags podem ferir pets, por isso recomenda-se viagem no banco traseiro preso.

Cães e gatos ganham espaço na rotina familiar e, com isso, o transporte de pets no carro tem ganhado relevância. Em 2024, o Brasil tinha cerca de 160 milhões de animais de estimação, segundo Abinpet e Instituto Pet Brasil, com média de 2,2 pets por residência. O país ocupa a terceira posição mundial em quantidade de animais.

Especialistas ressaltam que a segurança vem em primeiro lugar. Nunca deixar o animal solto no veículo é a orientação central, já que o risco de acidentes aumenta em frenagens bruscas e há cobrança de infração de trânsito. O cuidado evita estresse para o pet e para os ocupantes.

Método de transporte conforme o porte

Para animais menores, caixas rígidas presas ao cinto do banco funcionam como uma “toca segura”. Já cães maiores costumam usar cintos automotivos adaptados a peitorais, com fixação adequada. Não há legislação unificada, por isso é fundamental escolher marcas reconhecidas e materiais reforçados.

As caixas de transporte devem ficar firmes, especialmente se o veículo exigir espaço no porta-malas. Em alguns carros, cães grandes podem viajar em caixas grandes no porta-mu​lás, desde que bem fixadas para não se moverem durante a viagem.

Planejamento de viagens e cuidados

Para viagens longas, a recomendação é planejar paradas a cada duas ou três horas. Nessas pausas, o animal pode caminhar, usar a água e fazer necessidades em locais pet friendly. Em embarcações de treinamento, o tutor deve usar reforços positivos em trajetos curtos antes de viagens mais longas.

Desencorajar automedicação é essencial. Em caso de estresse, a consulta veterinária é indispensável para indicar alternativas seguras, como feromônios, sob orientação profissional. Evita-se sedativos sem indicação médica.

Riscos e infrações associadas ao transporte inadequado

Conduzir com o animal com a cabeça para fora do carro é infração grave, com multa e pontos na CNH. Transportar o animal no colo ou entre braços pode gerar infração média. Viajar com o animal solto aumenta o risco de distração e pode levar a punições leves.

Dados indicam que parte dos tutores admite já ter dirigido com o pet sem contenção. Além do impacto legal, o convívio sem contenção eleva o risco de lesões entre animal e motorista em acidentes.

Segurança adicional e orientações finais

Verifique se o airbag não representa risco para animais no banco dianteiro. O ideal é manter os pets no banco traseiro, com o cinto de segurança preso ao peitoral. Em caso de choque, as autoridades recomendam evitar o uso de dispositivos improvisados.

Especialistas apontam que a postura responsável envolve planejamento, opções de transporte adequadas ao porte do animal, paradas programadas e orientação veterinária para situações especiais. O objetivo é viagens mais seguras para pets e tutores.

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