- A Polícia Federal deflagrou a operação Mens Occulta, em Uberlândia, para apurar tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro, com movimentação estimada em cerca de R$ 70 milhões nos últimos cinco anos, envolvendo Mario Sergio Nunes, Brenda da Silva Nunes, Bruna Nunes e Rhanniery Nunes Graciano.
- Mario Sergio Nunes, apontado como líder da organização e ligado ao PCC, chefiava uma rede de motoristas e uso de laranjas para ocultar patrimônio; Brenda e Bruna atuavam na estrutura financeira e na comunicação do grupo.
- Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, esposa de Mario, é investigada por participação na criação e manutenção de empresas de fachada e na ocultação de recursos, sem estar foragida até o momento.
- Rhanniery Nunes Graciano, ex-namorado de Brenda, é acusado de atuar como laranja e foi preso; a PF aponta operações de ocultação de bens relacionadas a ele, incluindo compra e venda de caminhão após apreensão de cocaína.
- A PF também informou apreensões recentes, como um cavalo de competição ligado a Bruna, em Barretos, e um segundo flutuante motorizado ligado à família, usados para justificar o possível uso de recursos ilícitos para aquisições de alto valor.
O que aconteceu: a Polícia Federal deflagrou a operação Mens Occulta, buscando desarticular uma organização criminosa que atuaria no tráfico internacional de cocaína e na lavagem de dinheiro. A ação envolve a família Nunes, em Uberlândia (MG), além de um ex-genro, Rhanniery Nunes Graciano.
Quem está envolvido: Mario Sergio Nunes e as filhas Brenda da Silva Nunes e Bruna Nunes aparecem como núcleo da investigação. Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, esposa de Mario, também é alvo. Rhanniery Nunes Graciano, ex-namorado de Brenda, é suspeito de ocultar bens. A PF cita ligações com o PCC e aponta redes de apoio financeiro.
Quando e onde: a deflagração ocorreu na terça-feira (2) em Uberlândia, Triângulo Mineiro. Mandados de prisão e de busca foram cumpridos na região, com desdobramentos ocorrendo ainda na quarta-feira (3) durante o andamento da operação.
Por que: a PF investiga uma estrutura que envolveria o transporte de drogas e a movimentação de recursos em cerca de 70 milhões de reais, com uso de empresas de fachada para ocultar patrimônio. A apuração aponta organização com atuação em Uberlândia, Uberaba e Ituiutaba, entre outras cidades.
Mario Sergio Nunes
Mario Sergio Nunes, conhecido como Serjão, seria o líder hierárquico da célula. A PF afirma que ele chefiava motoristas e gerentes de contas de fachada, mantendo controle financeiro e operacional da organização. Interceptações indicariam temor entre subordinados. O acusado é ligado ao PCC e já teve prisões anteriores.
Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes
Maria Lourdetis, esposa de Mario, é apontada como responsável pela estruturação financeira. Segundo a PF, atuaria na criação de empresas de fachada e na ocultação de patrimônio, com participação limitada a uso de nomes e contas para movimentações ilícitas. O mandado de busca foi considerado suficiente até o momento.
Bruna Silva Nunes
Bruna atuaria como mediadora de comunicação do grupo e movimentaria recursos por meio de contas vinculadas à família. Ela possui histórico de denúncias em outros99 casos, incluindo suspeitas de tráfico e lavagem de dinheiro. A PF registrou movimentações atípicas entre 2023 e 2024 na conta ligada a Bruna.
Brenda da Silva Nunes
Brenda seria responsável pelo controle financeiro do grupo e pela comunicação com suspeitos. A PF aponta que ela movimentava recursos de empresas de fachada registradas em nome da mãe, Maria Lourdetis. A investigação sugere vida financeira incompatível com renda formal e ligações com o tráfico.
Rhanniery Nunes Graciano
Rhanniery, ex-namorado de Brenda, é apontado como operador de laranjas para ocultar patrimônio. A PF destacou a compra e venda de um caminhão logo após apreensões de cocaína, com indícios de tentativa de dissimulação de bens. O ex-namorado também apresenta alto padrão de vida.
Cavalos de competição e flutuante
Na segunda atividade relevante, a PF apreendeu um cavalo de competição pertencente a Brenda, avaliado entre 50 mil e 100 mil reais, em Barretos, SP. Outro animal do mesmo tipo ainda não foi localizado. Também foi apreendido um segundo flutuante motorizado ligado à família, com área de lazer completa.
A PF aponta que o cavalo e o flutuante reforçam a hipótese de uso de bens de alto valor para ocultar recursos obtidos com atividades criminosas. As novas apreensões são consideradas indicativos de planejamento financeiro e logístico da organização.
Contexto da investigação
A operação foi deflagrada na terça-feira (2) e envolve a apuração de cerca de 70 milhões de reais em movimentações sem origem compatível. A PF aponta que Mario Sergio Nunes seria líder operacional e financeiro da célula, com ligações previsíveis a outras memórias da organização.
Desdobramentos e próximas etapas
Os investigadores continuam analisando documentos, faturas e registros financeiros para identificar demais integrantes e fluxos de recursos. A PF também aguarda a oitiva de testemunhas e a evolução dos mandados de busca e prisão para complementar o quadro.
Entre na conversa da comunidade