- Pesquisa da Yahoo mostra que jovens com menos de 30 anos buscam sucesso estável e privacidade, não a fama como antes.
- Quando perguntados sobre modelos, 13% indicaram Zendaya; 36% não se inspirariam em nenhuma figura pública listada, e ninguém atingiu dois dígitos entre nomes como Elon Musk, Taylor Swift ou LeBron James.
- Fachas de atuação fora do estrelato ganham destaque: 18% querem ser empreendedores de tecnologia, 17% desejam ser intelectuais ou professores respeitados e 14% sonham em ser médicos.
- Apenas 5% dos jovens gostariam de ser criadores de conteúdo ou influenciadores; 79% preferem uma vida totalmente privada, enquanto 9% ainda desejam fama.
- A especialista Rachel Janfaza aponta que a geração busca trajetórias mais autênticas e, muitas vezes, offline, com foco em trabalho com propósito e menos exposição.
O cansaço do algoritmo: jovens buscam anonimato e mudam de prioridades, aponta pesquisa exclusiva. A Geração Z, considerada obcecada por fama, mostra forte interesse por sucesso estável e menor exposição pública. O estudo é conduzido pela Yahoo e analisa menos de 30 anos.
Entre os entrevistados, Zendaya aparece como inspiração apenas para 13% dos jovens. Nomes como Elon Musk, Taylor Swift e LeBron James não atingem a preferência de dois dígitos. A maioria, 36%, não se inspira em nenhuma figura pública listada.
O desejo por modelos menos visíveis se consolida ao avaliar trajetórias profissionais. 18% querem empreender em tecnologia sem manter fama pública, 17% valorizam carreira de intelectual ou professor, e 14% desejam atuar como médicos.
A pesquisa aponta que apenas 5% desejam ser criadores de conteúdo ou influenciadores. Esse recorte contrasta com a Morning Consult de 2023, que mostrava mais da metade da Geração Z aspirando viver da internet.
Especialista apontada pela Yahoo, Rachel Janfaza, afirma que a pressão para estar sempre conectado cansa. Jovens da faixa estudada preferem redesocialização dos seus hábitos e mantêm menos exposição pública.
De acordo com a pesquisadora, há um movimento em direção a um comportamento mais autêntico e menos exibicionista, com maior valorização de atividades offline. Isso marca o “renascimento” do analógico entre jovens.
A análise também indica que, mesmo buscando sucesso, muitos desejam manter privacidade. Dados mostraram que 79% preferem uma vida privada, enquanto 9% ainda desejam fama.
O estudo discute ainda o aspecto financeiro da nova orientação. Entre criadores que monetizam conteúdo, quase metade ganha menos de US$ 15 mil por ano, o que contribui para a reavaliação de caminhos profissionais.
Especialista da Rutgers, Mark Beal, comenta que a geração prioriza trabalhos com propósito e impacto social. O foco fica em carreiras que conciliam relevância, estabilidade e menor exposição pública.
Ao longo da pesquisa, o objetivo é compreender mudanças de comportamento da Geração Z frente ao ambiente digital, destacando uma tendência de busca por equilíbrio entre vida pública e privacidade.
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