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Julgamento do caso Henry Borel: dez pontos e falas-chave

Júri de onze dias, o mais longo do Rio, resulta na condenação de Jairinho a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão; Monique Medeiros recebe perdão judicial

O ex-vereador Jairinho durante julgamento pela morte de Henry Borel
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  • O julgamento durou 11 dias, o mais longo da história do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro; Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado, tortura e coação, e Monique Medeiros recebeu perdão judicial quanto ao homicídio e foi condenada a 1 ano e 4 meses por omissão na tortura (pena cumprida).
  • A defesa de Jairinho manteve a negativa de autoria, sugerindo acidente doméstico ou erro médico e mencionando um suposto projeto de vingança ligado a Leniel Borel.
  • A tese da defesa de Monique foi de violência doméstica e controle psicológico, afirmando que ela não participou das agressões e que foi dopada pelo réu; foi apresentada ainda a exposição de mensagens apagadas e dados de celular para contestar as acusações.
  • Os laudos periciais apontaram hemorragia interna e laceração hepática causada por ação contundente, descartando acidente doméstico.
  • Provas digitais e depoimentos indicaram, entre outros elementos, movimentação atípica de Jairinho na madrugada do crime, relatos de violência contados por ex-namoradas de Jairinho e depoimentos da babá sobre episódios de agressão e tentativas de silenciamento.

O julgamento do caso Henry Borel, no Rio de Janeiro, terminou com Jairinho condenado a quase 44 anos de prisão e Monique Medeiros recebendo perdão judicial após o júri, que durou 11 dias. O tema central foi a morte da criança em 2021 e as acusações de homicídio qualificado, tortura e omissão.

Jairinho foi considerado culpado por homicídio qualificado, tortura e coação. Monique recebeu uma pena de um ano e quatro meses por omissão na tortura, com o homicídio reclassificado de doloso para culposo, o que levou à suspensão da competência do júri para a juíza. O desfecho encerrou a atuação conjunta do casal, que inicialmente sustentava que Henry havia morrido após uma queda na cama.

O caso se iniciou com a defesa de ambos, após a morte do menino em março de 2021, apresentando a versão de acidente doméstico e descrevendo a relação familiar como harmoniosa. A primeira versão de Monique à imprensa indicou que encontrou Henry já sem vida ao lado da cama.

Desenvolvimento do julgamento

O júri foi o mais longo da história do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Ao longo de 11 dias, as defesas apresentaram linhas de argumentação distintas: Jairinho negou a autoria, citando possíveis causas alternativas para as lesões e questionando laudos periciais; Monique alegou violência doméstica, manipulação e controle psicológico, defendendo que não sabia da dimensão das agressões.

Laudos periciais indicaram que Henry morreu por hemorragia interna e lesões hepáticas decorrentes de agressão contundente, descartando acidente. A testemunha de maior peso, a babá Thayná Ferreira, relatou episódios em que Jairinho se prendeu ao cômodo com a criança e mencionou recebimento de dinheiro, sem que Monique soubesse de tudo.

Além disso, ex-namoradas de Jairinho relataram um histórico de violência. Provas digitais mostraram movimentação incomum na madrugada do crime, enquanto mensagens apagadas foram utilizadas pela defesa de Monique para demonstrar ausência de conhecimento sobre agressões anteriores.

Leniel Borel, pai de Henry, descreveu o comportamento da família nos dias que antecederam a despedida, e o tribunal examinou relatos sobre o medo de Henry de retornar à casa da mãe. A acusação manteve o tom de que Jairinho atuou diretamente e Monique, ainda que acusada, não agiu para interromper as agressões.

A justificativa para o perdão judicial a Monique apontou como fator central o impacto social e a perseguição que a mãe enfrentou, com a juíza destacando o sofrimento vivido após a morte do filho como suficiente para evitar a sanção penal adicional.

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