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Marjane Satrapi, diretora de Persepolis, morre aos 56 anos

Marjane Satrapi, criadora de Persepolis, morre aos 56, em virtude da perda do marido, encerrando uma das vozes mais distintas do cinema mundial

Marjane Satrapi during a portrait session at the 7th Rome Film Festival on November 16, 2012 in Rome, Italy.
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  • Marjane Satrapi, diretora, roteirista e autora de Persepolis, morreu aos 56 anos; a família informou que a morte ocorreu “por tristeza”, pouco mais de um ano após o falecimento do marido, Mattias Ripa.
  • Persepolis, adaptação animada da sua graphic novel, estreou em Cannes em 2007 e dividiu o Prêmio da Jury; tornou-se marco no cinema mundial e rendeu indicação ao Oscar.
  • Além de Persepolis, dirigiu filmes como Chicken with Plums (2011), La bande des Jotas (2012), The Voices (2014) e Radioactive (2019); seu mais recente longa é Dear Paris (2024).
  • Satrapi viveu entre Irã, Áustria e França, tornou-se cidadã francesa em 2006 e manteve uma atuação política, incluindo apoio ao movimento de mulheres em 2022 e a publicação de Woman, Life, Freedom.
  • Em janeiro de 2025, recusou a Légion d’honneur, citando hipocrisia francesa em relação a políticas de visa para dissidentes iranianos.

Marjane Satrapi, artista franco-iraniana e diretora de cinema, morreu aos 56 anos. A causa foi descrita pela família como tristeza profunda, em confirmação enviada à AFP. O marido, Mattias Ripa, morreu em 8 de abril de 2025. Satrapi havia divulgado em redes sociais mensagens de luto.

Conhecida pela obra Persepolis, ela adaptou ao cinema a sua graphic novel autobiográfica. O filme estreou em Cannes em 2007, empatando o Jovem Prêmio do Júri e concorrendo ao Oscar de melhor animação. A produção teve grande sucesso de público e crítica, abrindo espaço para sua voz singular no cinema mundial.

Satrapi formou parceria com Vincent Paronnaud em Persepolis e também dirigiu Chicken with Plums, lançada como live-action em 2011. Entre seus outros filmes estão La bande des Jotas (2012), The Voices (2014) e Radioactive (2019). Em 2024, estreou Dear Paris no Torino Film Festival.

Trajetos artísticos e ativismo

A artista publicou Persepolis em quatro volumes a partir de 2000, em edição francesa, e a obra circulou mundialmente, traduzida para mais de 25 idiomas. Seu trabalho recebeu prêmios importantes e consolidou-a como figura influente da cultura franco-iraniana.

Satrapi também manteve atuação pública contundente. Após a eleição presidencial iraniana de 2009, participou de audiências na União Europeia para defender relatos de reforma. Em 2022, apoiou o movimento Mulheres, Vida, Liberdade, coordenando uma antologia gráfica em inglês.

Em janeiro de 2025, recusou a Légion d’honneur, citando críticas à política de visto da França para dissidentes iranianos. A artista ressaltou amor ao país e explicou que a decisão não era ataque a França, mas posicionamento político.

Satrapi deixou uma marca marcante na cultura visual mundial, com uma visão que une memória histórica, estilo gráfico marcante e compromisso social. Sua carreira abrangeu literatura, cinema e ativismo, consolidando-a como referência global.

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