- Pesquisadores turcos identificaram cinco tipos comuns de greenwashing no turismo: certificações ecológicas, gestão inadequada de resíduos, alegações enganosas de compensação de carbono, consumo excessivo no destino e uso do rótulo “desenvolvimento verde” para encobrir injustiças sociais e danos ambientais.
- Certificações independentes e com auditorias são fundamentais; selos conhecidos como GSTC e EarthCheck ajudam a verificar práticas reais, enquanto o LEED foca mais na construção do que na operação diária.
- Programas de reutilização de toalhas podem reduzir consumo de água, detergente e energia, mas devem ser prática padrão do estabelecimento; mensagens eficazes costumam usar normas gerais para incentivar a participação.
- Evite credenciais criadas pela própria empresa ou prêmios de marketing; promessas de zero desperdício costumam esconder uso contínuo de itens descartáveis ou de itens não totalmente recicláveis.
- Em ecoturismo e resorts all-inclusive, peça detalhes sobre fontes de energia e água, abastecimento local, engajamento com comunidades e impactos reais; maior envolvimento local costuma indicar práticas mais autênticas.
A prática de promover hotéis e serviços como ecologicamente responsáveis, quando nem sempre é verdade, é cada vez mais comum no setor de turismo. Pesquisadores na Turquia identificaram cinco categorias frequentes de greenwashing: certificações, gestão de resíduos, compensação de carbono, consumo excessivo em destinos e o uso do rótulo de “desenvolvimento verde” para encobrir injustiças sociais e danos ambientais.
O estudo, publicado na Frontiers in Sustainability em maio, alerta que gestos de responsabilidade aparecem frequentemente apenas como fachada. Certificações independentes e auditorias são cruciais para validar ações reais, enquanto redes locais ajudam a frear práticas associadas a grandes redes, especialmente no segmento de luxo.
Para planejar viagem, é fundamental entender que toda atividade turística gera impacto. Empresas que afirmam apenas reduzir pegadas sem explicar medidas concretas já levantam alertas. A partir daí, vale checar detalhes e ir além de promessas.
Como identificar sinais confiáveis
Programas de reutilização de toalhas costumam reduzir consumo de água e energia, mas devem ser prática padrão. Anúncios que pedem ações dos hóspedes precisam vir acompanhados de dados claros sobre resultados.
Procure certificações de terceiros com padrões científicos e auditorias obrigatórias, como GSTC e EarthCheck. Certificações amplamente reconhecidas indicam padrões de construção, mas não necessariamente impactos diários ou locais.
Cuidado com credenciais criadas pela própria empresa ou prêmios de marketing. Promessas de zero desperdício podem ocultar uso de itens descartáveis ou materiais pouco recicláveis. Detalhes sobre gestão de resíduos ajudam a entender o real alcance.
Em busca de informações mais robustas
Quando houver menção de pegada de carbono, verifique se há redução de emissões diretas ou apenas uso de créditos de carbono. Priorize evidências de redução de emissões próprias, com passos específicos.
Influenciadores pagos representam fonte potencial de informações enganosas. Desconfie de conteúdos promocionais que não apresentam dados verificáveis.
Ecoturismo vs all-inclusive
No ecoturismo, vale analisar a especificidade das ações: há details sobre fontes de energia, conservação de água e uso de materiais locais? A participação de comunidades e impactos em fauna também devem ser explícitos.
All-inclusive costumam demandar muito consumo de água, alimento em grande escala e geração de resíduos. Questões como transparência sobre salários de trabalhadores, compras locais, reciclagem de água e políticas de zero desperdício ajudam a medir o real compromisso.
O que observar sobre propriedade e envolvimento local
Negócios de propriedade local têm maior probabilidade de manter incentivos comunitários. Empresas grandes e com proprietários distantes podem ter menor alinhamento com ecossistemas locais.
O essencial para evitar greenwashing é questionar o significado de cada alegação. Em termos de emissões, conservação ou impactos locais, quanto mais detalhes, maior a confiabilidade. Em caso de informações vagas, busque outras opções.
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