Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Favela de Belo Horizonte ganha destaque em relatório da ONU sobre habitação

ONU destaca Izidora, em Belo Horizonte, como modelo global de urbanização sustentável com melhoria in situ e proteção contra despejos

Equipe da ONU-Habitat realiza visita de campo na região de Izidora, no Brasil.
0:00
Carregando...
0:00
  • O relatório da ONU, lançado em 26 de maio, destaca Izidora, favela de Belo Horizonte, como modelo global de solução habitacional.
  • A ONU aponta o programa de revitalização de favelas no Brasil como exemplo de melhoria in situ, priorizando qualificação da infraestrutura em vez de remoções.
  • Izidora, no norte de Belo Horizonte, reúne cerca de cinco mil famílias em quatro ocupações: Helena Greco, Rosa Leão, Esperança e Vitória.
  • O Plano de Urbanização Sustentável de Izidora começou em 2025 e deve durar sete anos, prevendo novas moradias, vias, redes de saneamento e serviços públicos; a mobilização teve participação de moradores, como Josimar das Dores Coelho.
  • Em âmbito global, a ONU aponta que 1,2 bilhão vivem em assentamentos precários; cita iniciativas na Tailândia (Baan Mankong), Jordânia, Camboja, Filipinas e Tanzânia para melhorar moradia, água e eletrificação, com participação comunitária.

A ONU destacou um projeto de revitalização de favelas no Brasil como referência global de habitação digna. Em relatório divulgado em 26 de maio, a organização cita Izidora, em Belo Horizonte, como exemplo de urbanização sustentável em andamento. A análise defende a frente de melhoria in situ em vez de remoções.

O estudo ressalta que políticas de favelas devem qualificar infraestrutura, saneamento e vias, evitando despejos que ampliem pobreza. Além de Izidora, são citadas melhorias em São Paulo, Recife e Rio de Janeiro, com soluções locais integradas a planos de longo prazo.

Favela-modelo

Izidora, no norte de Belo Horizonte, hoje reúne cerca de 5 mil famílias em quatro ocupações: Helena Greco, Rosa Leão, Esperança e Vitória, batizadas em homenagem a mulheres protagonistas do movimento por moradia. O Planear urbanição sustentável começou em 2025.

O início do projeto teve a participação de Josimar das Dores Coelho, morador da ocupação Helena Greco, que já morava no local desde 2011. Ele ajudou a mobilizar vizinhos e lideranças comunitárias para a iniciativa.

Ao longo de sete anos, a urbanização prevê novas moradias, melhoria de acessos, redes de saneamento e serviços públicos. Moradores afirmam que, quando as obras forem concluídas, haverá maior segurança e dignidade para as famílias da região.

Contexto global da moradia

Segundo a ONU, cerca de 1,2 bilhão de pessoas vivem em assentamentos precários ou favelas, com 318 milhões em situação de rua. Um quarto da população mundial não tem água potável segura. O relatório aponta exemplos como Baan Mankong, na Tailândia, que financia obras de infraestrutura e posse da terra pela comunidade.

Outras referências incluem projetos em Amã (Jordânia), Camboja e Filipinas, com participação comunitária em planejamento e construção. Na Tanzânia, a eletrificação residencial ganhou impulso com financiamento público e aumento do acesso à energia.

A publicação defende proteção contra despejos, reconhecimento de diferentes formas de posse e participação comunitária nas decisões. A habitação deve figurar na agenda climática, já que edifícios respondem por cerca de 37% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais