- Lesley Stahl, Bill Whitaker e Jon Wertheim informaram, na sexta, que permanecem no programa 60 Minutes após demissões de vários correspondentes seniores e produtores da CBS News.
- Em nota conjunta, disseram estar “felizes por ficar e lutar” e manifestaram pesar pelas demissões que atingiram a equipe, descrevendo as mudanças como prejudiciais à integridade do programa.
- As demissões anteriores envolveram Sharyn Alfonsi, Cecilia Vega, Tanya Simon, Draggan Mihailovich, Matthew Polevoy e, na terça-feira, Scott Pelley foi desligado por “causa” após reunião com a nova executiva, Nick Bilton.
- Stahl, 84 anos, e Whitaker, 74, ressaltaram que as demissões de Alfonsi e Mihailovich foram motivadas pela defesa dos valores do 60 Minutes e pela independência da emissora.
- O trio afirmou que não pretendia endossar a atual estrutura de poder e disse buscar manter a reputação do programa a partir da tradição do jornalista Mike Wallace, com responsabilidade e questionamento firme.
Lesley Stahl, Bill Whitaker e Jon Wertheim anunciaram, nesta sexta-feira, que vão permanecer no programa 60 Minutes, da CBS, após as demissões que atingiram vários correspondentes seniores e produtores. Em nota conjunta, os três disseram ter enfrentado o dilema de sair, temendo que o programa não sobreviva, e afirmaram querer lutar pela equipe e pela independência do informativo.
A decisão ocorre no contexto de uma remodelação ampla da CBS News, que na última quinta-feira demitiu Sharyn Alfonsi, Cecilia Vega, além de produtores como Tanya Simon, Draggan Mihailovich e Matthew Polevoy, entre outros. Na terça-feira, Scott Pelley também foi desligado, com a CBS alegando causa relacionada à conduta em reunião com a nova executiva, Nick Bilton, e o editor-chefe da empresa, Charles Forelle.
Stahl, 84, e Whitaker, 74, vinham mantendo posição neutra durante a turbulência que envolve mudanças de gestão. Wertheim, que se uniu ao 60 Minutes em 2014, também integra o trio que decidiu ficar para enfrentar o momento de crise. Eles destacaram, na mensagem, a importância de preservar valores do programa e a independência jornalística diante de pressões.
Contexto das demissões e desdobramentos
Os correspondentes mencionaram as demissões de Alfonsi, Vega e Mihailovich, ressaltando que eram líderes respeitados pela equipe. Segundo a nota, não houve explicação clara sobre os motivos das remoções, que foram vistas como parte de uma reestruturação que afetou a linha editorial do programa.
Além de Alfonsi, Vega, Pelley e Polevoy, a nota também cita a saída de produtor sênior Guy Campanile, encerrando o conjunto de mudanças que atingiu a montagem de reportagens e a gestão interna. A equipe do 60 Minutes permanece sob pressão para manter a credibilidade e a integridade jornalística.
Os signatários explicaram que manter o retorno ao ar não seria um endosso ao atual poder institucional, afirmando que a meta é recuperar a reputação do programa e manter a prática de cobrança de responsabilidade, alinhada ao espírito do jornalista Mike Wallace.
Stahl é uma das figuras mais reconhecidas da televisão nos últimos 50 anos, ingressando na CBS News em 1971 e no 60 Minutes desde 1991. Whitaker chegou à CBS News em 1984 e integrou o time do programa de investigações em 2014, tornando-se outro pilar da equipe.
Mensagens públicas e relatos anteriores indicam a continuidade de tensões entre a direção da CBS News e os profissionais, com impactos possíveis sobre a produção e a linha editorial do 60 Minutes. A rede não informou novos episódios ou mudanças operacionais previstos após as demissões.
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