- Em 16 de agosto de 2000, o voo 280 da Vasp, que saiu de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba, foi sequestrado no Paraná para levar cerca de R$ 5 milhões em malotes.
- Um dos sequestradores, Gerson Palermo, o Pigmeu, ex-piloto, foi condenado em 2001 a vinte anos e seis meses; ao longo do tempo, acumulou penas que passam de cem anos por tráfico de drogas.
- Em 2020, Palermo foi solto por decisão do desembargador Divoncir Schreiner Maran para prisão domiciliar com monitoramento, rompeu a tornozeleira e está foragido desde então.
- Hoje, o magistrado é investigado por possível conluio com Palermo, que também é apontado como ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
- No sequestro, havia sessenta e um passageiros e seis tripulantes a bordo; nove malotes de dinheiro do Banco do Brasil foram roubados em Porecatu, e os criminosos fugiram sem feridos.
Em 16 de agosto de 2000, um Boeing 737 da Vasp foi sequestrado no Paraná durante o voo 280, que de Foz do Iguaçu seguiria a Curitiba. O objetivo era levar malotes com dinheiro do Banco do Brasil, estimados em cerca de 5,56 milhões de reais.
Na ação, cinco criminosos armados tomaram a cabine e forçaram o desvio de rota. A aeronave pousou em Porecatu, no norte do Paraná, onde os malotes foram carregados em duas caminhonetes Ford Ranger.
Não houve mortes nem feridos. A tripulação foi libertada e os passageiros seguiram viagem após perícias no aeroporto de Londrina. A investigação envolveu a Polícia Federal e resultou na prisão de alguns envolvidos, incluindo Gerson Palermo, conhecido como Pigmeu.
Condenações e desdobramentos
Gerson Palermo foi condenado, em 2001, a 20 anos e seis meses por roubo qualificado, atentado contra a segurança de transporte aéreo e formação de quadrilha, em ação ligada ao sequestro.
Palermo teve a pena ampliada por tráfico de drogas, chegando a mais de 100 anos de prisão. Em 2020, foi colocado em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, rompeu o dispositivo e permaneceu foragido até ser capturado na Bolívia em maio de 2026.
Relação com o caso atual
Hoje, o desembargador Divoncir Schreiner Maran é investigado por suspeita de conluio com o sequestrador, apontado como ligado ao PCC. A operação de 2000 continua como marco do caso envolvendo o grupo criminoso e a responsabilidade de autoridades.
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