- FairStage, criada em 2026 por Arthur Moraes, Eduardo Ramella e Gabriel Silva Machado, usa inteligência artificial para produzir vídeos publicitários do conceito à entrega final, destacando a curadoria humana.
- A empresa afirma que a IA reduz custos e pode democratizar o acesso a grandes ideias, cobrindo desde o conceito até a entrega do material final.
- A agência não vende softwares ou cursos; apresenta-se como agência de publicidade que usa IA como parte central do processo.
- Os fundadores sinalizam riscos eleitorais, como uso de vídeos sintéticos para distorcer falas ou prejudicar adversários, em um contexto em que o TSE exige identificação explícita de conteúdos gerados por IA e impõe restrições próximas à votação.
- O tema regulatório envolve direito autoral, uso de referências artísticas e impacto para pequenos negócios com ferramentas estrangeiras, citando o PL dois mil trezentos e trinta e oito/2023 e debates no STF.
A FairStage, startup brasileira lançada em 2026 por Arthur Moraes, Eduardo Ramella e Gabriel Silva Machado, utiliza IA para criar publicidade do conceito à entrega final. A empresa afirma reduzir custos sem abrir mão da curadoria humana. O objetivo é democratizar acesso a grandes ideias no setor.
A startup atua como agência que integra IA ao processo criativo. Do conceito ao roteiro, referências, geração de imagens, produção, edição e entrega, tudo passa pela curadoria humana para manter a originalidade e o controle criativo.
A ideia surgiu da relação entre publicidade, IA e a vontade de contornar estruturas tradicionais do mercado audiovisual. Machado, autor do projeto, diz que a IA viabiliza ideias antes restritas a grandes produções.
O que a FairStage faz na prática
O modelo não envolve venda de softwares ou treinamentos. Segundo os fundadores, a IA é uma ferramenta central que facilita a execução de campanhas com menor custo, mantendo a supervisão criativa humana.
Eles destacam que a produção, em muitos casos, demandaria cerca de 200 mil reais em modelos tradicionais, enquanto a IA pode reduzir esse valor conforme o escopo. O mote é tornar as grandes ideias acessíveis.
Curadoria humana como diferencial
A equipe afirma que a origem da campanha não é gerada pela IA sozinha. A curadoria de repertório, referências e decisões continua a cargo de pessoas, com a IA estruturando ideias e formatando imagens e vídeos.
Nessa visão, prompts funcionam como ferramentas de expressão, semelhantes a pincéis para artistas. O trabalho criativo envolve testes, ajustes e contextualização para evitar conteúdos genéricos.
Direitos autorais e referências
A entrevista tratou de direito autoral, uso de imagens e referências artísticas em conteúdos gerados por IA. Os fundadores citam a necessidade de citar artistas para evitar apropriação indevida e reconhecem lacunas legais sobre licenciamento.
Eles mencionam que a regulação precisa acompanhar avanços tecnológicos sem inviabilizar startups que utilizam IA, especialmente em mercados com custos elevados de produção.
Regulação do mercado e ambiente jurídico
A equipe defende regras claras para IA e big techs, abrangendo política, imagem e publicidade de itens regulados. A regulação deve preservar direitos sem frear inovação, inclusive para pequenas empresas que utilizam ferramentas estrangeiras.
O tema é contemporâneo, com debates sobre como tribunais e governos tratam conteúdos sintéticos, direitos autorais e responsabilidade de plataformas.
Risco eleitoral e uso responsável
Os fundadores reconhecem usos positivos da IA na comunicação pública, como evidenciar obras e reformas. Contudo, destacam o risco no âmbito eleitoral: clones de imagem e voz podem distorcer falas ou criar situações inexistentes.
No Brasil, o TSE tem regras para conteúdos sintéticos: identificação explícita da tecnologia e limites para publicação durante o período eleitoral, com restrições a conteúdos sintéticos próximos à votação.
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