- Miguel Bakun, artista paranaense nascido em 1909, foi apelidado de “Van Gogh brasileiro” por semelhanças na expressão e nas cores de suas obras.
- Sua trajetória incluiu trabalhos como alfaiate, fotógrafo e decorador de letreiros, além de ter atuado na Marinha, onde sofreu um acidente que deixou sequelas permanentes.
- A amizade com o pintor José Pancetti, cultivada na juventude, teve papel importante em seu interesse pelas artes visuais.
- Nos anos de quarenta e cinquenta, Bakun atingiu maturidade criativa, retratando paisagens e cenários naturais com uma linguagem melancólica e uma relação quase espiritual com a natureza.
- Bakun cometeu suicídio aos 53 anos, em 1963, mas sua obra ganhou reconhecimento ao longo das décadas, consolidando-o como um dos artistas mais originais da arte brasileira do século XX.
Miguel Bakun, artista paranaense, passou anos à margem do reconhecimento que nomes como Van Gogh receberam no Brasil. Nascido em 1909, no Paraná, ele produziu obras de cores intensas — amarelo, azul e branco — que imprimiram força expressiva e singularidade ao conjunto de sua produção.
A trajetória do artista foi marcada por dificuldades financeiras e por uma vida longe dos grandes centros culturais. Trabalhou como alfaiate, fotógrafo e decorador de letreiros, além de ter servido na Marinha, onde sofreu um acidente com sequelas permanentes. Nessa época, conheceu o pintor José Pancetti, relacionamento que estimulou seu interesse pelas artes visuais.
Na década de 1950, Bakun atingiu maturidade criativa, ainda que sem estabilidade financeira. Suas obras retratam paisagens, lagos e cenários naturais com uma linguagem melancólica e introspectiva, que alguns críticos associam ao surrealismo pelas representações simbólicas na fase mais tardia. A comparação com Van Gogh também persiste entre estudiosos, pela presença de sofrimento e incompreensão em ambos.
Trajetória e legado
A morte chegou cedo para Bakun: aos 53 anos, em 1963, ele tirou a própria vida em seu ateliê. Ao longo das décadas, sua produção ganhou atenção de pesquisadores, críticos e colecionadores, consolidando seu papel na história da arte brasileira do século 20. Hoje, seu trabalho é visto como uma expressão autêntica e original do período.
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