- A artista Kiah Celeste apresenta esculturas feitas a partir de materiais coletados, explorando o equilíbrio entre o familiar e o transcendente no Studio Museum.
- Entre as obras, destacam-se Balance Bath (2019), com uma cuba de mármore transformada em peça inclinada, e Ouroboros (2025), um cadeia de CDs usados.
- A série Dream of Pearl (2023) usa âmbitos como domos de skylight acrílico e bolas de boliche, que parecem pesar menos do que realmente são.
- As obras enfatizam tensão entre o abstrato e o que pode ser nomeado, combinando minimalismo com elementos de readymade e pop.
- Celeste já participou de exposições em duplas, incluindo Document Gallery, em Chicago (2025), Swivel Gallery, em Nova York (2023 e 2024), e colaborou com Vivian Springford neste último show.
Kiah Celeste apresenta esculturas que transformam objetos do cotidiano em peças elegantes e inquietas, em exibição no Studio Museum. A artista forja materiais encontrados, dando-lhes novas funções e sentidos, entre familiaridade e transcendência.
Formada em fotografia pela SUNY Purchase, Celeste migrou para a escultura após enfrentar as regras técnicas da área. Sua prática surgiu, ainda, do trabalho como manipuladora de obras de arte, nos EUA e no Louvre Abu Dhabi, onde começou a coletar resíduos para criar peças como Balance Bath (2019).
Processo e linguagem
A artista nyc nativa trabalha com a noção de forjar o comum. Peças como Ouroboros (2025) replicam CDs em forma de uma coroa de possibilidades, enquanto Pending Mobile (2024) empurra o equilíbrio entre cubo e esfera, sugerindo tensão constante.
As esculturas exploram contradições entre o abstrato e o acessível. A série Dream of Pearl (2023) usa domos de clarabóula acrílicos e boliche para sugerir pérolas flutuantes, desafiando expectativas de peso e matéria.
Parcerias e prática
Celeste costuma participar de mostras em duas pessoas, expandindo seu diálogo entre obras físicas e conceitos de uso comum. Colaborações recentes incluem exposições com Gordon Hall, Eric Oglander e Vivian Springford, em espaços de Nova York e Chicago.
A obra de Celeste é frequentemente descrita como autorretrato em movimento, refletindo uma sensibilidade tumultuada que dialoga com identidades e mundos distintos. O resultado é uma linguagem escultórica que alterna entre contenção minimalista e lúdico readymade.
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