- Campanha Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil é lançada durante a Copa, liderada por MTE, Justiça do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho, MPT e FNPETI, para intensificar ações contra o trabalho infantil.
- No Brasil, 1,64 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos estão em situação de trabalho, segundo levantamento do IBGE de 2024; no mundo, cerca de 138 milhões.
- Entre os 5 aos 17 anos, 88,8% que trabalham também são estudantes; 97,5% dessa faixa etária frequenta escola; entre 16 e 17 anos, a frequência escolar chega a 81,8% para quem está em trabalho infantil.
- Houve aumento de 2,1% de jovens nessa condição em relação a 2023; Sul e Nordeste apresentam as maiores altas, e a Região Norte registra as maiores quedas.
- Do total de crianças e adolescentes em trabalho, 560 mil estavam em atividades previstas na Lista TIP; entre 2007 e 2024, foram mais de 45 mil acidentes de trabalho graves envolvendo esse público; denúncias podem ser feitas ao MPT, IPETRabalhoInfantil ou Disque 100.
Com a Copa do Mundo em pauta, entidades de defesa dos direitos do trabalhador e da criança lançaram a campanha Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil. O movimento reúne MTE, Justiça do Trabalho, OIT, MPT e FNPETI para marcar o Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, em 12 de junho. O objetivo é ampliar o engajamento de governos, sociedade civil, setor privado e cidadãos na luta contra a prática, especialmente diante de desigualdades sociais.
Segundo dados da OIT, cerca de 138 milhões de crianças no mundo trabalham. No Brasil, o IBGE estimou 1,64 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos nessa condição, em 2024. A pesquisa aponta que 88,8% desses jovens também eram estudantes, diante de 97,5% da faixa etária escolarizada na população total.
A faixa etária de 16 e 17 anos apresenta maior abandono escolar entre quem trabalha. A frequência entre jovens em situação de trabalho infantil chega a 81,8%. O estudo revela ainda que 560 mil jovens estavam em atividades incluídas na Lista TIP, com maior risco à saúde, à segurança e à integridade.
Houve crescimento de 2,1% no total de jovens nessa condição em comparação com 2023, com as maiores altas nas regiões Sul e Nordeste. Regiões Norte apresentou queda nesses índices. Do total de crianças e adolescentes em trabalho infantil, parte significativa está exposta a atividades perigosas ou insalubres.
O Ministério Público do Trabalho aponta que, entre 2007 e 2024, ocorreram mais de 45 mil acidentes de trabalho graves envolvendo crianças e adolescentes no país, evidenciando riscos ocupacionais e impactos à saúde e ao desenvolvimento.
A mobilização recebe apoio de Vinícius Pinheiro, diretor do escritório da OIT no Brasil, que ressalta a relevância de unir esforços durante a Copa para defender as crianças. Fernanda Brito Pereira, coordenadora nacional do Coordinfância do MPT, destaca a naturalização do trabalho infantil e a necessidade de esclarecer direitos para prevenir a prática.
Os organizadores: instituições públicas, organizações da sociedade civil, setor privado e cidadãos podem aderir à campanha, com orientação disponível no material do FNPETI. Denúncias podem ser feitas ao MPT, ao Ipetrabalhoinfantil, ou pelo Disque 100.
Entre na conversa da comunidade