- O FotoFocus Center, novo museu de fotografia em Cincinnati, abriu em maio após mais de três anos de obras, oferecendo um espaço permanente para a bienal de fotografia da instituição.
- O prédio tem 14.700 pés quadrados e usa uma paleta de três tons — preto, branco e sépia — com materiais regionais e importados que remetem à história da fotografia.
- A mostra inaugural, Big Tent, fica em cartaz até 22 de agosto e reúne obras nacionais e locais que abordam a diversidade e a inclusão, com foco em diálogos sobre comunidades.
- O projeto valoriza a participação de fotógrafos locais e internacionais, incluindo trabalhos que abordam imigração, cidadania e questões sociais, disponíveis no acervo da cidade.
- A diretora executiva e o curador destacam o papel inclusivo e democrático da instituição, que busca promover conversas profundas sobre fotografia como meio de representação.
O FotoFocus Center, novo museu de fotografia em Cincinnati, ganha presença permanente para a bienal de foto da região. O projeto, que abriu no fim de maio após mais de três anos de construção, ocupa um espaço de 14.700 pés quadrados em um antigo posto de gás abandonado. A instituição oferece exposições e programação contínuas, ampliando o alcance da fotografia na cidade.
O arquiteto local Jose Garcia idealizou o prédio com uma paleta de três tons — preto, branco e sépia — alusiva às origens da fotografia. Materiais regionais, como tijolos pretos de ferro, madeira europeia e calcário branco, combinam-se a granito preto de origem argentina para celebrar histórias da arte e da região. Janelas em grade remetem a viewfinders fotográficos.
A mostra inaugural, Big Tent, fica em cartaz até 22 de agosto e aborda a diversidade americana. O curador Kevin Moore reuniu dezenas de obras, incluindo imagens de imigrantes que obtêm cidadania em Nova York, vistas do Lago Michigan e uma foto de Gordon Parks sobre o Alabama do meio do século XX. Parte das obras é de coleções de Cincinnati.
Entre os artistas locais apresentados estão Asa Featherstone, Madeleine Hordinski, Michael Wilson, Tina Gutierrez e Melvin Grier. A segunda planta traz retratos que vão de David Benjamin Sherry a uma fotografia icônica de Mapplethorpe, evidenciando uma linha de memória fotográfica da cidade.
Tom Schiff, colecionador e empresário, figura como motor da iniciativa ao apoiar a Fundação FotoFocus. Durante uma sessão de imprensa, Moore destacou o apoio de Schiff para representar obras desafiadoras a narrativas políticas dominantes. O recinto pretende fomentar conversas sérias sobre temas atuais.
Ao longo do Big Tent, será lançado o catálogo Democratic States of Photography, com foco na fotografia como meio democrático e na representação pela imagem. O texto de Moore ressalta a função da fotografia como ferramenta de expressão direta, alinhada aos ideales da democracia.
Nesta temporada, o FotoFocus Center estreia com a mostra de Moore e, no futuro, está prevista uma mostra individual de Trevor Paglen como parte da próxima edição da bienal. Paglen trabalha com tecnologia e vigilância, revelando novas camadas de percepção através da fotografia.
A diretora executiva Katherine Siegwarth destaca a missão inclusiva da instituição. O centro pretende ampliar vozes diversas, aproximando comunidades por meio da fotografia e promovendo debates amplos sobre o medium. O espaço se posiciona como ponto de encontro para discussões culturais e artísticas.
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