- Estudo publicado na Behavioral Neuroscience aponta que usar o celular nos primeiros 15 minutos após acordar aumenta a ansiedade e dificulta a concentração.
- O professor Alfredo Rodríguez-Muñoz, da Universidade Complutense de Madri, diz que o cérebro passa de recuperação a alerta rapidamente ao checar o aparelho logo pela manhã.
- A psicóloga Laura Fuster associa esse hábito à impulsividade e à necessidade de verificar o que ocorreu durante o período em que houve desconexão.
- Especialistas alertam que manter esse comportamento pode gerar sensação constante de pressa, sobrecarga mental, exaustão psicológica, irritabilidade e dificuldade para relaxar.
- O efeito é observado desde o início do dia, com impactos no humor e no desempenho ao longo das horas seguintes.
Para milhões de pessoas, checar o celular ao acordar virou rotina. Um estudo aponta que usar o aparelho nos primeiros 15 minutos após acordar eleva a ansiedade e dificulta a concentração, influenciando o humor ao longo do dia.
Pesquisadores associam esse hábito a uma transição rápida do estado de recuperação para alerta, o que pode acionar respostas de estresse ao abrir notificações, mensagens ou notícias negativas. O efeito ocorre desde os minutos iniciais do dia.
Alfredo Rodríguez-Muñoz, professor de Psicologia da Universidade Complutense de Madri, lidera a linha de pesquisa que aponta esse descompasso entre sono e despertar. A leitura sugere que o cérebro muda rapidamente de estado, impactando o equilíbrio emocional.
A psicóloga Laura Fuster destaca que o comportamento está ligado à impulsividade e à necessidade de verificar conteúdos depois de períodos sem conectividade. O padrão pode aumentar a sensação de pressão ao longo do dia.
Segundo o estudo publicado na revista Behavioral Neuroscience, pessoas que recorrem ao celular nos primeiros 15 minutos mostram maior ansiedade e pior desempenho de atenção, em comparação a quem espera o despertar natural.
Especialistas alertam que manter esse hábito por longos períodos pode gerar pressa constante, sobrecarga mental e exaustão psicológica, além de irritabilidade e hiperconectividade.
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