Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Jovens definem o futuro que desejam

Jovens pedem voz nas decisões corporativas e apontam governance, liderança e comunicação como caminhos, citando conselhos de jovens como modelo

Jovens querem ser ouvidos — Foto: Pexels
0:00
Carregando...
0:00
  • Em uma pesquisa, apenas 12,7% dos jovens têm visão positiva do futuro, com palavras como tecnologia, caos, guerra, mudanças climáticas e desigualdade surgindo ao pensar nos próximos cinco décadas.
  • A Fundação Dom Cabral comemora cinquenta anos em agosto; jovens foram convidados a compartilhar a visão de futuro por meio de questionário e de um encontro presencial.
  • Quando questionados sobre empresas que podem contribuir para um futuro positivo, os jovens citaram a Natura; já sobre setores que podem levar a um futuro menos desejável, apontaram a mineração.
  • No debate, ressaltaram três pilares para avaliar empresas: governança (tomada de decisões e riscos), liderança (citações a Elon Musk e Guilherme Leal) e lugar de fala (credibilidade dada a clientes, ex-funcionários e parceiros).
  • O recado é claro: os jovens querem ser ouvidos. Vários exemplos de boas práticas existem, como o Conselho de Jovens da Itaminas; outras organizações já adotam estruturas semelhantes para discutir inovação e tendências geracionais.

A Fundação Dom Cabral promoverá, em agosto, a celebração de 50 anos. O evento incluiu um estudo com jovens para ouvir suas visões sobre o futuro. A pesquisa combinou questionário e encontro presencial para aprofundar reflexões.

A amostra avaliou quais negócios ajudam um futuro positivo. A Natura apareceu como referência de contribuição ética e sustentável. Em contraste, o setor de mineração foi apontado como responsável por caminhos menos desejáveis.

Durante o encontro, os jovens responderam sobre o que enxergam ao pensar na mineração. A percepção incluiu referências a grandes desastres ocorridos no Brasil, associando a atividade a impactos ambientais graves.

Os participantes reconheceram a necessidade da mineração para a tecnologia e a transição energética, mas questionaram o modelo de atuação. A pergunta central foi: que tipo de mineração será viável no futuro?

Governança

Os jovens avaliam como as decisões são tomadas e o nível de risco aceito pela empresa. A ideia é evitar fatalidades e prever impactos sociais, mesmo diante de inovação e erro.

Liderança

Mencionaram figuras como Elon Musk e Guilherme Leal como exemplos de estilos distintos. Os jovens destacaram que líderes devem alinhar prática e valores, especialmente em negócios de impacto.

Lugar de fala

Há ceticismo com a comunicação corporativa. Para entender o desempenho real, eles confiam mais em clientes, parceiros e ex-funcionários do que em relatórios oficiais.

A conclusão prática apontada é simples: as empresas precisam ouvir mais os jovens. Uma participante afirmou sentir-se excluída das decisões que moldam o futuro, enquanto outra reforçou que a voz jovem pode ampliar horizontes empresariais.

Como exemplo inspirador, o CEO da Itaminas, Thiago Toscano, convidou o grupo a ajudar a estruturar um Conselho de Jovens. A medida já é adotada por Lego, Snapchat, Microsoft e Pentland Brands.

A pergunta para executivos permanece: se os jovens viverão mais tempo com as consequências das decisões, por que têm pouca influência hoje? A reportagem segue acompanhando a evolução dessas iniciativas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais