- Pesquisa global da Ipsos (Monitor de Inteligência Artificial de 2026) mostra que jovens são o grupo mais apreensivo com a IA; 52% das pessoas com menos de 35 anos em 32 países se sentem nervosas com a tecnologia.
- No Brasil, 44% dos jovens entre 18 e 34 anos dizem que produtos e serviços que utilizam IA os deixam nervosos; 60% acreditam que, nos próximos 3 a 5 anos, a IA mudará profundamente o dia a dia.
- Preocupações com desinformação aparecem entre os brasileiros jovens: 42% acreditam que a quantidade de desinformação na internet aumentará, similar à média mundial.
- Também há temor de perder empregos para a IA: os jovens brasileiros são os mais propensos a acreditar nessa substituição nos próximos cinco anos.
- A pesquisa foi realizada online entre março e abril de 2026, com cerca de mil entrevistados no Brasil (total global de 23.532) pela plataforma Global Advisor.
A Ipsos divulgou os resultados do Monitor de Inteligência Artificial de 2026, estudo global que aponta o nível de apreensão em relação à IA entre jovens. No Brasil, o grupo com menos de 35 anos é o mais desconfiado, com sinais de nervosismo ao lidar com produtos e serviços baseados em IA.
A pesquisa, realizada online entre março e abril de 2026, envolve 23.532 adultos em diversos países. No Brasil, a amostra é de cerca de mil pessoas. Os dados mostram que 52% dos entrevistados com menos de 35 anos em 32 países se sentem nervosos com a IA.
No Brasil, 44% dos jovens nessa faixa etária afirmam que produtos e serviços com IA os deixam nervosos, enquanto 60% acreditam que, entre 3 e 5 anos, a IA mudará profundamente o dia a dia. A média global de expectativa de mudanças nesse intervalo é de 69%.
Desinformação e impactos no trabalho
Cerca de 42% dos jovens brasileiros acreditam que a desinformação na internet aumentará, índice igual à média global. Além disso, os jovens são mais propensos a afirmar que a IA pode substituir empregos nos próximos cinco anos.
Segundo Luciana Obniski, líder de Curadoria e Tendências da Ipsos no Brasil, essas faixas etárias costumam adotar rapidamente novas tecnologias e, por isso, a apreensão pode representar desafios para o setor. A percepção de impacto no cotidiano aparece como fator relevante na avaliação de adoção tecnológica pelas empresas.
Proteção de dados e confiança
Quanto à proteção de dados, jovens brasileiros com menos de 35 anos são os menos confiantes entre as faixas etárias avaliadas, com 50% duvidando da proteção da privacidade pelas empresas. Em comparação, 42% é a média global de desconfiança nesse aspecto.
Os números ressaltam uma tendência de cautela entre os jovens diante da IA, com propostas de uso que ainda geram dúvidas sobre privacidade, emprego e veracidade de informações. A pesquisa continua para observar mudanças ao longo dos próximos anos.
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