- Michele Coelho Montenegro, 47, conhecida como Mia Montenegro, foi presa em Ipanema, Rio de Janeiro, por suspeita de fraude milionária envolvendo obras de arte e imóveis de alto valor.
- A investigação aponta envolvimento em estelionato e apropriação indébita de quadros e esculturas atribuídos a Sérgio Camargo e Ivan Serpa, entregues para intermediação comercial, porém não devolvidos ao proprietário.
- Em outro golpe, atuou na negociação de um imóvel em Copacabana, usando promessas falsas de pagamento e documentos financeiros inválidos para obter vantagem patrimonial.
- Michele não tem registro na Ordem dos Advogados do Brasil, embora seja bacharel em Direito; pessoas próximas não sabem exatamente qual é a sua profissão, com relatos divergentes.
- Em outubro, teria sido nomeada assessora do gabinete do ex-secretário da Casa Civil Nicola Miccione, com salário de 12 mil reais líquidos, e também teria relação com uma ONG em golpes envolvendo venda de ursos de pelúcia.
Mia Montenegro, Michele Coelho Montenegro, foi presa em Ipanema, na zona Sul do Rio, na manhã de quarta-feira, 3. Suspeita de integrar esquema de fraude milionária envolvendo obras de arte e imóveis de alto valor, ela é apontada como intermediária de negociações com peças de artistas renomados, que teriam sido entregues a ela e não devolvidas aos proprietários.
Segundo o inquérito, as peças teriam sido atribuídas a Sérgio Camargo e Ivan Serpa, com intermediação de Michele. As investigações apontam que quadros e esculturas foram usados para obtenção de ganhos ilícitos por meio de estelionato e apropriação indébita.
A investigação também aponta golpe envolvendo a venda de um imóvel em Copacabana. Michele teria utilizado relacionamentos de confiança, promessas de pagamento falsas e documentos financeiros inválidos para obter vantagens. Valores foram recebidos a título de sinal sem autorização para concluir a transação.
Michele não possui registro na Ordem dos Advogados do Brasil, ainda que seja bacharel em Direito. Em diferentes relatos, interlocutores indicam atividades diversas, desde advogada até defensora pública, sem confirmação formal. Em outubro, ela foi nomeada assessora do gabinete do ex-secretário da Casa Civil Nicola Miccione, com salário de 12 mil reais líquidos e veículo disponível.
Um dos golpes envolve ainda um ateliê paulista e a ONG Associação e Projeto Social Moradores de Rua e Seus Cães, que atua em causas sociais. Consta que dados da instituição teriam sido usados para comprar ursos de pelúcia personalizados vendidos pela ONG no Rio de Janeiro.
A coluna GENTE do veículo também aborda o caso e mantém atuação nas redes sociais, sem que haja confirmação adicional sobre o andamento do processo ou desdobramentos. As informações seguem em apuração pelas autoridades competentes.
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