- A pirataria envolve adesivos do álbum da Copa do Mundo 2026 vendidos em marketplaces, redes sociais e compartilhados via PDFs e pastas na nuvem.
- Panini não comentou; Mercado Livre afirma monitorar e remover anúncios irregulares e incentivar denúncias pelo Brand Protection Program (Programa de Proteção à Propriedade Intelectual).
- Em São Paulo, operação do Deic apreende 50 mil figurinhas, mil álbuns e 1.039 camisetas falsas, com quatro presos, no Brás e no Canindé.
- Em 28 de maio, outra ação na capital paulista confiscou 85 mil álbuns e figurinhas, além de cerca de 2 mil camisas, resultando em cinco prisões.
- Em Patos de Minas, Minas Gerais, foram apreendidos 680 pacotes de figurinhas e 112 álbuns suspeitos de falsificação; Procon-SP orienta checar reputação dos vendedores.
O furor pelo álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 ganhou espaço na pirataria online. Adesivos não oficiais circulam em redes sociais, aplicativos de mensagem, sites de venda e nuvem, com imagens que reproduzem fielmente as artes licenciadas. A Panini, responsável pela distribuição oficial, não comentou a matéria até o fechamento desta edição. O Mercado Livre informou que remove anúncios irregulares e incentiva denúncias dos usuários.
Utilizando plataformas de compartilhamento, usuários publicam links para downloads gratuitos de PDFs com seleções completas, prontas para impressão. Conteúdos de alta resolução prometem facilitar a montagem de álbuns sem a aquisição dos pacotes oficiais, que custam cerca de R$ 7, com sete adesivos cada.
Pastas digitais e arquivos separados por seleções são distribuídos em plataformas de armazenamento. Grupos e conversas privadas veem documentos com dezenas de páginas das figurinhas circularem, e alguns conteúdos são atualizados para acompanhar alterações nos elencos participantes do torneio.
No mercado online, o material digital é vendido próximo ao preço do pacote oficial. As figurinhas são compartilhadas tanto em redes quanto em grupos de mensagens, além de aparecerem em plataformas de marketplace com opções de download ou impressão.
Autoridades reforçam o enfrentamento à pirataria com ações de polícia. Nesta terça, operação no Brás e Canindé, em São Paulo, apreendeu 50 mil figurinhas, mil álbuns e 1.039 camisetas falsas, com quatro pessoas detidas por crime contra a propriedade intelectual.
Em 28 de maio, outra ação resultou na apreensão de 85 mil álbuns e figurinhas de origem ilegal, além de cerca de 2 mil camisas falsificadas de seleções. Os casos são tratados como infração à propriedade industrial, com prisões em flagrante.
Na região de Patos de Minas, Minas Gerais, a Polícia Civil informou a apreensão de 680 pacotes de figurinhas e 112 álbuns suspeitos de falsificação em um estabelecimento comercial, após denúncias de venda irregular. Os proprietários afirmaram ter adquirido o material em São Paulo.
O Procon-SP orienta consumidores a checar a reputação do vendedor e confirmar canais de atendimento, evitando realizar pagamentos precocemente. Recomenda-se buscar informações adicionais antes de compras online.
Mercado Livre detalha Folha de Rumo à Propriedade Intelectual. A plataforma diz trabalhar de forma contínua na identificação e remoção de anúncios violadores, por meio do Brand Protection Program, canal utilizado para denúncias rápidas pelos detentores de direitos.
Segundo o relatório de transparência da empresa, 93% dos anúncios suspeitos são removidos proativamente. No caso citado, a remoção ocorreu por descumprimento das políticas e termos de uso. Denúncias podem ser realizadas via o botão Denunciar em cada anúncio.
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