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Sagrada Família é a igreja mais alta do mundo para centenário da morte de Gaudí

Torre central da Sagrada Família atinge 172,5 metros, tornando-a a igreja mais alta do mundo, em celebração ao centenário da morte de Gaudí

Um turista tira fotos da Basílica da Sagrada Família, que se torna a igreja mais alta do mundo em 10 de junho de 2026 após a instalação de uma seção de sua torre central, em Barcelona, na Espanha. Imagem de 30 de outubro de 2025.
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  • A torre central da Sagrada Família foi concluída, elevando a basílica a 172,5 metros e tornando-a a igreja mais alta do mundo.
  • O papa Leão XIV celebra missa na basílica em 10 de junho de 2026, marcando a conclusão desta etapa dedicada a Jesus Cristo.
  • A obra permanece financiada exclusivamente por ingressos e doações privadas, sem recursos públicos.
  • Em 2025, a basílica recebeu cerca de cinco milhões de visitantes, com fluxo diário em torno de 13 mil pessoas.
  • A direção afirma que o projeto segue as diretrizes de Gaudí, com reconstrução de parte do material original após a Guerra Civil; mais de 130 operários trabalham diariamente.

A Sagrada Família terá a torre central concluída antes da missa que o papa Leão XIV celebrará em Barcelona nesta quarta-feira (10). O templo, iniciado há mais de 140 anos, passará a ter 172,5 metros de altura, tornando-se a igreja mais alta do mundo. A obra segue financiada por ingressos e doações privadas, sem recursos públicos.

A celebração no interior da basílica é o ponto central da visita do papa à Espanha. A torre dedicada a Jesus Cristo será abençoada, marcando uma etapa decisiva do projeto e cumprindo a visão original de Gaudí, que desejava manter a altura sob a do Monte Montjuïc, para não desafiar a natureza.

A basílica vive um momento de alta visibilidade internacional. Em 2025, o local recebeu cerca de cinco milhões de visitantes, tornando-se o monumento pago mais visitado da Espanha, com fluxo diário em torno de 13 mil pessoas. A continuidade da obra depende exclusivamente de turismo e de doações.

A finalização da torre é considerada um marco técnico e simbólico da fase contemporânea. Os responsáveis pela obra afirmam que o resultado ultrapassou expectativas, destacando a fidelidade às diretrizes de Gaudí, ainda que parte do material tenha sido reconstruída após a Guerra Civil.

A construção continua sem financiamento público, o que condiciona o ritmo de execução. Ao longo do processo, foram recuperadas cerca de 8 mil peças de maquetes originais, preservando a lógica estrutural e a “organicação” imaginada pelo arquiteto.

A trajetória de Gaudí permanece central na narrativa da obra. A vida dele em torno da Sagrada Família e o legado deixado influenciam o andamento, com a basílica mantendo o espírito de evolução e transformação ao longo do tempo.

Turismo sustenta a obra, mas impõe pressão ao entorno urbano. A região enfrenta desafios de mobilidade e ocupação do espaço público, enquanto a basílica se consolida como símbolo de Barcelona, atraindo visitantes e atividades comerciais ligadas ao monumento.

Ao concluir a torre de Jesus, a Sagrada Família deverá abrigar 18 torres dedicadas a figuras centrais do cristianismo. A conclusão deste estágio é, segundo os responsáveis, uma continuidade do projeto, que permanece em construção há mais de um século.

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