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Teatro Oficina e Grupos Cobram Prefeitura de SP por Atraso em Edital

Teatro Oficina e grupos cobram a Prefeitura de São Paulo por atraso no edital da 46ª edição do Fomento ao Teatro; prefeitura afirma tramitação continua

Dez pessoas em palco escuro participam de performance teatral, vestindo tecidos coloridos em tons vibrantes como verde, amarelo e vermelho, iluminadas por luzes vermelhas ao fundo.
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  • Grupos de teatro, incluindo Teatro Oficina e Cia. Mungunzá, cobram a Prefeitura de São Paulo por atraso na 46ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro, alegando atraso de um ano.
  • A gestão negou atraso, dizendo que o edital está em tramitação e passa por conferência e análise de documentação; até o momento, quatorze grupos pré-selecionados aguardam contratação há mais de dois meses.
  • Os grupos apontam que a prefeitura anunciou a abertura da 47ª edição sem divulgar os resultados da 46ª, o que motivou a mobilização nas redes sociais.
  • A prefeitura afirma que a abertura da 47ª edição não interfere na tramitação da edição anterior, já que os editais possuem cronogramas independentes; as inscrições para a 47ª vão até o dia vinte e cinco.
  • O contexto envolve ainda a demolição do Teatro de Contêiner, ocorrida em março, após disputa entre a gestão Nunes e a Mugunzá, em área no centro de São Paulo.

O Teatro Oficina, a Cia. Mungunzá e outros grupos de teatro de São Paulo cobram a Prefeitura estadual devido ao atraso na seleção do 46º Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. O movimento aponta que o edital está atrasado em cerca de um ano.

Segundo artistas, o atraso impede a contratação de projetos com 14 grupos pré-selecionados, que aguardam há mais de dois meses. A cobrança ocorre após a prefeitura anunciar a abertura da 47ª edição do programa, enquanto o resultado da edição anterior não sai.

A Prefeitura afirma que não houve atraso e que o processo segue em tramitação, com análise de documentação em andamento. A gestão diz que todos os atos seguem legalidade e transparência, e que já houve duas etapas de deferimento burocrático.

Os grupos relatam que a demora paralisa uma cadeia produtiva com milhares de profissionais. Um representante da Cia. Mungunzá ressalta a necessidade de encerra de forma célere a 46ª edição para não comprometer projetos futuros.

Gestão municipal e cronograma

A prefeitura informou que a 47ª edição não interfere na tramitação da anterior, pois os editais possuem cronogramas independentes. As inscrições para a 47ª edição seguem abertas até o dia 25.

A Secretaria Municipal de Cultura disse que, até sexta-feira, deverá contatar projetos com pendências documentais ou indeferimentos. Em seguida, será aberto o prazo recursal para as pontuações da seleção.

O Programa Municipal de Fomento ao Teatro foi criado por lei municipal em 2002, na gestão de Marta Suplicy. A norma prevê seleções anuais, com etapas em janeiro e junho.

O Teatro de Contêiner, ocupado desde 2016, foi demolido em março deste ano após disputa com a gestão Nunes. O espaço ficava no centro, na rua dos Gusmões, e sofreu ordem de despejo em 2025.

Kinas, artista envolvido, afirma que atacar o Programa de Fomento e demolir espaços culturais faz parte de um projeto de perseguição à liberdade de criação, lembrando casos recentes de políticas culturais restritivas.

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