- Sequência de frentes frias, áreas de baixa pressão e ciclones extratropicais deve trazer chuva para o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com volumes que podem chegar a 100 mm em pontos isolados.
- O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alertas para ventos de 60 km/h a 100 km/h e possibilidade de granizo, com risco de alagamentos e interrupção no fornecimento de energia.
- A chuva deve atingir pelo menos 11 estados e o Distrito Federal: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rondônia.
- O episódio é incomum para junho, mês de estiagem no Centro-Oeste e grande parte do Sudeste, com volumes que podem superar a média histórica em várias áreas.
- Espera-se novas instabilidades entre os dias 17 e 19 de junho, mantendo a instabilidade ao longo da segunda quinzena do mês e até o começo do inverno.
O tempo mudou de forma incomum para o período. A partir desta quarta-feira, 10 de junho, uma sequência de frentes frias, áreas de baixa pressão e ciclones extratropicais deve provocar chuva em grande parte do país, principalmente Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Os acumulados podem chegar a 100 mm em pontos isolados, com alerta para tempestades.
A chuva atinge ao menos 11 estados e o Distrito Federal. Estão na lista Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rondônia. A instabilidade deve persistir até os primeiros dias do inverno, que começa em 21 de junho.
Além do volume, a previsão aponta riscos de ventos fortes e granizo. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta para áreas do Sul e do Centro-Oeste com rajadas entre 60 km/h e 100 km/h e possibilidade de granizo.
Região por região e intensidades previstas
No Mato Grosso do Sul, a chuva deve ocorrer em diversos momentos, com trovoadas e temporais localizados ao longo dos próximos dias. No Paraná e em Santa Catarina, o tempo deve ficar chuvoso entre quarta e sexta-feira, com risco de rajadas de vento e granizo.
Em São Paulo, o interior é o mais afetado, com maiores volumes próximos à fronteira com Mato Grosso do Sul e Paraná; a instabilidade pode avançar para outras áreas ao longo da semana. Minas Gerais também está no radar, com pancadas fortes e localizadas, especialmente no Triângulo Mineiro e no sul do estado.
Causas e cenário de curto prazo
A chuva é resultado da atuação de diferentes sistemas na região. A primeira frente fria já se organiza no Sul, enquanto uma nova área de baixa pressão deve se intensificar entre Paraguai, Sul e Centro-Oeste, gerando instabilidade. Na quinta-feira, 11, esse sistema se associa a uma frente fria com ciclone extratropical no oceano, ajudando a transportar umidade para o interior.
Há previsão de outra rodada de instabilidade entre 17 e 19 de junho, com formação de novo sistema entre o Paraguai e o Sul do Brasil. Mesmo afastados da costa, os ciclones ajudam na circulação que sustenta as nuvens carregadas.
Alertas em vigor
O Inmet elevou o risco de temporais a alerta laranja para áreas do Sul, com expectativa de chuva entre 30 e 60 mm por hora ou até 100 mm ao longo do dia, além de ventos entre 60 km/h e 100 km/h e possível granizo. A combinação de chuva intensa, ventos fortes e solo encharcado pode provocar alagamentos, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia em algumas regiões.
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