- A Apple apresentará em iOS 27 novidades de IA na app Fotos, com recursos que geram pixels falsos ao expandir espaço ou alterar perspectiva, sem modificar o rosto do sujeito principal.
- Os recursos Extend e Spatial Reframe permitem ampliar a imagem ou mudar a perspectiva, gerando pixels falsos com base no que a IA entende que deveria estar ali.
- A Apple enfatiza uso deliberado: as ferramentas são restritas ao fundo e não removem o sujeito central; o Extend funciona apenas uma vez, expandindo a imagem em até vinte e cinco por cento.
- A empresa planeja incorporar a tecnologia SynthID da DeepMind para adicionar marca d’água invisível indicando alterações por IA, com possíveis sinalizações em plataformas onde a foto é compartilhada.
- O objetivo é melhorar problemas de composição sem abandonar a ideia de preservar a autenticidade das memórias, mantendo o uso de IA em contextos controlados dentro da app Fotos.
Apple amplia as capacidades de IA na câmera com o iOS 27
A empresa apresentou novas funções generativas no aplicativo Fotos do iOS 27, anunciadas durante a conferência anual para desenvolvedores. As novidades chegam aos iPhones ainda neste ano.
As funções Extend e Spatial Reframe expandem o espaço ao redor da imagem e alteram a perspectiva, gerando pixels falsos. A ferramenta Clean Up permite eliminar objetos indesejados com preenchimento automático, mantendo o assunto principal intacto.
Jon McCormack, chefe da câmera da Apple, afirma que a empresa adota uma abordagem cuidadosa, evitando IA “pela IA”. A ideia é corrigir problemas de composição sem transformar o retratado principal.
A Apple detalha que Extend só funciona uma vez, expandindo a imagem em 25% e não permite ampliações infinitas. O recurso não substitui a edição repetida nem altera o rosto do sujeito.
A empresa planeja integrar a tecnologia SynthID da Google DeepMind até o fim do ano para inserir uma marca d’água invisível em imagens geradas com IA. Plataformas de compartilhamento poderão sinalizar edições.
Segundo a Apple, fotografias capturam momentos reais e a empresa busca preservar a autenticidade, mesmo com recursos de IA. A proposta é oferecer ferramentas que protejam o conteúdo original.
A Apple alerta para limites de uso dessas novas funções. Embora não haja divulgação de valores, é possível que usuários precisem de assinatura no iCloud para usar Extend, Spatial Reframe ou Clean Up com maior frequência.
Além disso, a Apple reforça que Siri passa a atuar mais integrada ao aplicativo Câmera, reduzindo atritos no fluxo de uso. A função Visual Intelligence utiliza visão computacional para analisar imagens.
O objetivo, segundo executivos, é diferenciar os usos: enquanto o Fotos é voltado à preservação de memórias, o Playground permite criação experimental com IA, sem comprometer a memória original.
Della Huff, gerente de produto, ressalta que as possibilidades estão em treinamento para reduzir distorções. Em cenários reais, a extensão de cenas não criará elementos inexistentes fora do enquadramento.
A empresa destaca que a IA no Fotos foca em melhorias de composição, evitando alterações drásticas que afetem a veracidade da imagem. A implementação permanece sujeita a políticas de uso e limitações técnicas.
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