- O Ministério Público prendeu quatro pessoas e cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Copacabana, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Olaria e Realengo, acusando-as de integrar organização criminosa que vendia terrenos irregulares dentro do Parque Estadual da Pedra Branca, em Campo Grande.
- A denúncia cita quinze investigados, incluindo três policiais civis e um policial militar; o grupo causou prejuízo superior a R$ 846 mil e provocou danos ambientais na área.
- Milton Souza Júnior seria o chefe do esquema, apresentando-se como dono das terras e promovendo o parcelamento irregular para venda, com apoio de falsos corretores, empresas de fachada e laranjas.
- A apuração aponta envolvimento de agentes da 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande) fornecendo informações privilegiadas; entre os denunciados está Marcos Eduardo Maia, que atuava como elo com outros dois civis.
- Também há indícios de participação de milicianos da Zona Oeste; foram encontradas mensagens sobre execução de milicianos rivais; os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal Especializada da Capital, com pedido de confisco de bens e suspensão de funções públicas.
O Ministério Público do Rio prendeu nesta quinta-feira quatro pessoas por envolvimento em uma organização criminosa que vendia terrenos irregulares dentro do Parque Estadual da Pedra Branca, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A denúncia aponta 15 investigados, incluindo três policiais civis e um policial militar. A operação envolveu quatro mandados de prisão e sete de busca e apreensão em Copacabana, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Olaria e Realengo.
A ação, conduzida pelo Gaeco e pelo Gaema, apura prejuízo superior a R$ 846 mil a vítimas e danos ambientais causados pelas obras na região preservada. O delegado da Polícia Civil também aparece entre os alvos, mas ainda não foi formalmente denunciado. A operação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Civil e da Corregedoria-geral da Polícia Militar.
Como funcionava o esquema
Milton Souza Júnior seria apontado como chefe do grupo, apresentando-se como dono das terras e promovendo o parcelamento irregular. O recrutamento de falsos corretores e o uso de empresas de fachada permitiam receber o dinheiro das vendas. Mensagens obtidas com o celular de Marcos Eduardo Maia indicam participação de agentes da 35ª DP no esquema, dificultando investigações.
Papel dos policiais e milicianos
Maia atuava como elo entre o grupo e dois civis denunciados, que ficavam responsáveis por levantar informações de interesse dos investigados. O policial militar Wendel Vale de Oliveira cuidava das máquinas utilizadas nas obras. A apuração mostrou ainda ligação com milicianos da Zona Oeste, com discussões sobre atuação contra rivais.
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