- A Polícia Civil deflagrou nova fase da Operação Torniquete no Rio de Janeiro, visando uma organização criminosa especializada em roubo de veículos, desmanche e venda de peças automotivas de origem ilícita.
- As investigações da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos apontam que o grupo movimentou mais de R$ 10 milhões em pouco mais de um ano.
- Mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços no Rio de Janeiro e em Nova Iguaçu, com atuação dividida em roubos, transporte/desmanche e receptação.
- Bens de alto valor atribuídos aos integrantes foram apreendidos, incluindo um carro e um jet ski avaliados em mais de R$ 200 mil; cinco integrantes já foram presos, entre eles o responsável pela desmontagem para uma célula do Terceiro Comando Puro (TCP).
- A nova etapa visa aprofundar a identificação da estrutura financeira, rastrear a rede de receptação e reunir provas contra todos os envolvidos, desde executores até quem vende as peças.
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (11/6), uma nova etapa da Operação Torniquete no Rio de Janeiro. A ação mira uma organização criminosa ligada ao roubo de veículos, desmanche e venda de peças de origem ilícita. O objetivo é desarticular o esquema que movimentou mais de R$ 10 milhões em pouco mais de um ano.
A operação, conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Rio de Janeiro e em Nova Iguaçu. Agentes já identificaram a divisão interna da organização, com setores de roubo, transporte/desmonte e receptação.
A investigação aponta que empresários do setor de sucatas teriam função de sustentação financeira, adquirindo componentes retirados de veículos roubados para revenda. Bens de alto valor, como um carro e um jet ski, foram apreendidos com integrantes do grupo.
Até o momento, cinco integrantes foram presos, incluindo um homem apontado como responsável pela desmontagem de veículos para uma célula do TCP. Ele foi flagrado transportando peças de veículos recém-desmanchados.
Outro alvo estratégico é apontado como um dos maiores receptadores de peças roubadas no estado. A polícia trabalha para confirmar a amplitude da rede de venda e a participação de cada interlocutor.
Estrutura e objetivos da nova fase
A nova etapa busca aprofundar a identificação da estrutura financeira da organização, rastrear a rede de receptação e coletar provas contra todos os envolvidos, desde os executores até os comerciantes das peças. A ofensiva visa reduzir o apoio logístico às facções.
A Torniquete foi criada para enfrentar crimes patrimoniais que, segundo as autoridades, financiam facções criminosas. Desde setembro de 2024, a operação já resultou em mais de 1.050 prisões e na recuperação de cargas e veículos avaliados em mais de R$ 56 milhões.
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