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Prefeitura de SP anuncia tombamento de prédio icônico em Higienópolis

Conpresp mantém tombamento da Escola Panamericana em Higienópolis; Keeva Participações recorreu, decisão publicada no Diário Oficial

Fachada do prédio da Escola Panamericana de Artes e Design, na Av. Angélica, em São Paulo
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  • A prefeitura de São Paulo publicou no Diário Oficial a decisão do Conpresp de tombar o prédio da Escola Panamericana de Arte e Design, em Higienópolis, nesta quinta-feira, 11.
  • A Keeva Participações havia pedido o destombamento; o recurso foi rejeitado pelo Conpresp em maio, e a empresa pode recorrer à via judicial.
  • O edifício é considerado marco da arquitetura pós‑moderna, obra do arquiteto Siegbert Zanettini, com estrutura metálica aparente, túneis‑pontes, arremate piramidal e elevadores panorâmicos.
  • O tombamento reconhece o valor histórico e técnico da edificação, destacando a estética high tech e o papel da construção na linguagem arquitetônica paulistana do final do século XX.
  • Entidades da sociedade civil pressionaram pela preservação, em contraste com a demolida em 2021 de outra Panamericana, também assinada por Zanettini, na Rua Groenlândia.

A Prefeitura de São Paulo informou nesta quinta-feira, 11, que o prédio da Escola Panamericana de Arte e Design, em Higienópolis, recebeu tombamento pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (Conpresp). A decisão foi publicada no Diário Oficial do município.

A medida confirma o imóvel como patrimônio histórico, incluindo itens como estrutura metálica aparente, túneis-pontes em aço, arremate piramidal e esquadrias de alumínio com vidro. O tombamento ocorreu após recurso da empresa Keeva Participações ter sido recusado em maio.

Detalhes do tombamento

O conjunto de elementos considerados de interesse envolve a estrutura principal, os elevadores panorâmicos e o painel-porta do salão de exposições. Em 2024, o Conpresp reconheceu a relevância da edificação como testemunho da técnica, arquitetura pós-moderna e urbanismo paulistano do final do século 20.

A Keeva participou do processo com um parecer do arquiteto Pedro Taddei Neto, que alegou não haver valor arquitetônico ou histórico relevante. O documento argumenta que a obra, de 1998, seria tardia e não inédita, sem evidenciar valor afetivo para São Paulo.

Entidades da sociedade civil, como Movimento Defenda São Paulo, APPIT e Coletivo Pró-Higienópolis, mobilizaram-se para manter a proteção do prédio. Como referência, outro imóvel da Panamericana, também de Zanettini, foi demolido em 2021, após pressão pública.

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