- O pintor britânico David Hockney morreu aos 88 anos, sendo conhecido por suas visões revolucionárias na arte do século XX, especialmente pelas pinturas de piscinas.
- Nascido em Bradford, em 1937, ele ganhou destaque no movimento pop dos anos sessenta e explorou diversas fases, de retratos com fotomontagem a experimentos com tecnologia.
- Em 2018, a obra Portrait of an Artist (Pool With Two Figures) foi vendida por 90,3 milhões de dólares no Christie’s, recorde para um artista vivo na época.
- Mudou-se para Los Angeles no meio dos anos sessenta, onde sua produção amadureceu com um estilo mais contido, presente em trabalhos como Man in Shower in Beverly Hills (1964).
- Enfrentou um acidente vascular cerebral em 2012, continuou produzindo após o episódio e, ao longo da carreira, recusou honrarias e chegou a declinar o retrato da rainha.
David Hockney, o pintor britânico considerado uma figura-chave na virada do século XX da arte, morreu aos 88 anos. A confirmação veio de familiares próximos, que destacaram a importância do artista para a história da arte contemporânea.
Ao longo de mais de seis décadas, Hockney desafiou convenções com uma abordagem experimental. Começou como ícone pop nos anos 60, ficou conhecido pelas piscinas californianas e abriu portas para leituras diversas da imagem, da cor e da perspectiva.
Nascido em Bradford, em 1937, entrou para a Royal College of Art em 1959 após cumprir serviço militar. Sua obra abrangeu retratos fotocombinados, paisagens abstratas e, na última fase, trabalhos que exploram tecnologias emergentes.
Carreira e marco
Durante a trajetória, o artista manteve uma postura disruptiva diante do conservadorismo social vigente. Obras como We Two Boys Together Clinging sinalizaram a coragem de tratar temas LGBTQ+ com franqueza, antes da descriminalização.
A transição para Los Angeles na metade dos anos 60 consolidou a fase madura de seu trabalho, com pinturas que traduzem emoção contida em composições mais realistas. Em 2018, um retrato de 1972 chegou a recorde de venda em Christie’s.
Legado tecnológico e final
Hockney abriu caminho para o uso de recursos como copiadoras, faxes e iPad para ampliar a produção pictórica. Em entrevistas, enfatizava o interesse por tecnologias que gerem imagens, sem abandonar a busca pela representação.
A vida pessoal de Hockney também ganhou contornos dramáticos: em 2013, a morte de um assistente gerou impacto em seu processo criativo, levando o artista a lidar com o luto sem abandonar a arte.
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