- A ANS ampliou a cobertura obrigatória do implante de etonogestrel, incluindo adolescentes de 15 a 17 anos em planos de saúde privados; a nova regra entra em vigor em 1º de julho.
- O Implanon tem duração de três anos e libera hormônio rapidamente; a proteção é imediata se o implante for colocado no primeiro dia da menstruação.
- Em caso de ovulação, pode ser recomendado o uso de preservativo nos 15 dias iniciais como medida de segurança.
- Taxas de falha: Implanon cerca de 0,05 gravidez por 100 mulheres por ano; DIUs hormonais variam entre 0,2 e 0,5; pílula entre 0,3 no uso perfeito (pode chegar a 9/100 no uso típico).
- No SUS, o implante foi incorporado em 2021 para grupos específicos e ampliado em 2025 para mulheres de 14 a 49 anos, com mais de 200 mil inserções já realizadas; acesso se dá via Unidade Básica de Saúde.
O governo avança na ampliação da oferta de anticoncepção de longa duração. A ANS autorizou a cobertura obrigatória do implante hormonal de etonogestrel para mulheres com planos de saúde privados entre 15 e 17 anos, além das já contempladas acima de 18. A mudança passa a valer em 1º de julho.
O implante, conhecido como Implanon, tem duração de três anos. O hormônio atinge níveis eficazes cerca de 90 minutos após a inserção. A proteção contra gravidez é imediata se colocado no primeiro dia da menstruação.
O SUS já oferecia o método desde 2021 para grupos específicos e, em 2025, ampliou a oferta para mulheres de 14 a 49 anos com o objetivo de reduzir a gravidez não planejada. Hoje, mais de 200 mil inserções foram registradas pelo Ministério da Saúde.
Como funciona o Implanon
O implante pertence aos progestogênicos e inibe a ovulação. Ele ainda aumenta o espessamento do muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides e pode suspender ou tornar irregular a menstruação.
A inserção é feita com anestesia local, sob a pele do braço, em cerca de cinco minutos. O procedimento é seguro quando realizado por profissional capacitado, sem risco de migração se colocado corretamente.
A avaliação clínica inicial é essencial, pois alterações no ciclo podem ocorrer nos primeiros meses, com maior incidência de acne entre as jovens. Tolerância e eventual normalização do ciclo costumam melhorar com o tempo.
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