- O pintor britânico David Hockney morreu aos 88 anos; a assessora de imprensa confirmou o falecimento e não informou a causa.
- Famoso por piscinas, paisagens da Califórnia e cenas de vida ensolarada, ele ajudou a moldar a arte contemporânea com cores vibrantes.
- Afastou-se da Inglaterra e mudou-se para Los Angeles após visitar Nova York em 1961, buscando a energia da arte americana; dividiu seu tempo entre Los Angeles, Londres e Paris.
- Uma de suas obras mais conhecidas, Retrato de um Artista (Piscina com Duas Figuras), foi vendida por US$ 90,3 milhões em 2018, na época o maior valor já pago por um artista vivo.
- Nas fases finais, passou a explorar Yorkshire e jardins na Normandia, além de projetos como o vitral Queen’s Window em Westminster.
David Hockney, mestre da luz e da cor, morreu aos 88 anos, na quinta-feira. O anúncio foi feito pela assessora Erica Bolton. A causa não foi divulgada. O artista britânico ganhou reconhecimento mundial por representar piscinas, paisagens e cenas da Califórnia com cores vibrantes.
Nascido em Bradford, no norte da Inglaterra, Hockney se destacou desde jovem. Ele rompeu com convenções, estudou arte em Londres e, nos anos 60, consolidou-se na pop art britânica. A vida dele mesclou viagens, amizade com Warhol e uma mudança decisiva para a Califórnia em 1964.
A trajetória entre Inglaterra, EUA e França
No início dos anos 1960, visitou Nova York, fez amizade com Andy Warhol e, três anos depois, mudou-se para a Califórnia. Em entrevistas, ele explicou que buscava viver em cores para produzir obras mais livres e luminosas. Piscinas com figuras nuas tornaram-se marcas registradas.
Suas obras mais célebres retratam o verão californiano e a vida contemporânea, em especial a prática de pintar piscinas com tinta acrílica. Ao longo das décadas, dividiu tempo entre Los Angeles, Londres e Paris, mantendo uma produção intensa.
Reconhecimento, valores de mercado e fases posteriores
Entre as obras mais reconhecidas está Retrato de um Artista (Piscina com Duas Figuras), vendida por 90,3 milhões de dólares em 2018, na época o maior valor pago por uma obra de artista vivo. Críticas variaram entre elogios e leituras que pautaram o tema amor, sexo e riqueza.
No final dos anos 1990, Hockney passou a retornar com mais frequência à Yorkshire, região onde cresceu. Inspirado pela mãe, viralizou a produção de paisagens locais, árvores sem folhas no inverno e trilhas nas colinas de Yorkshire Wolds. Chamou a atenção para a natureza sazonal.
Do passado ao presente e ao legado técnico
A produção recente revelou experimentações: uso de fax para compartilhar trabalhos, adoção do iPad como ferramenta criativa e, mais tarde, um vitral para a Abadia de Westminster em Londres. Em 2018, inaugurou uma residência na Normandia, apresentando o friso Um Ano na Normandia.
Hockney manteve ética de trabalho marcante. Mesmo diante de reconhecimentos globais, afirmou que não se aposentaria, revelando a vontade de continuar produzindo. O portfólio inclui retratos, paisagens, cenários de vida cotidiana e experimentos formais.
Contexto artístico e influência
O artista moldou a estética de várias décadas, influenciando a forma como a cor e a luz são exploradas na pintura contemporânea. Sua capacidade de transformar cenas comuns em ícones visuais intensos permanece como referência para gerações de criadores.
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