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DF registra alerta de violência doméstica a cada 15 minutos à noite

Alerta de violência doméstica no DF ocorre a cada quinze minutos à noite e nos fins de semana, aponta estudo sobre motivações, poder e machismo estrutural

O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury (crédito: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília)
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  • À noite e aos fins de semana, o DF 360 registra um alerta de violência doméstica a cada 15 minutos no Distrito Federal, com geolocalização de mulheres que ligam para o 190.
  • Os dados aparecem na pesquisa Panorama da Violência contra a Mulher no DF, divulgada pelo Governo do Distrito Federal e citada pelo secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury.
  • O secretário destaca que os números refletem a realidade de atuação das forças de segurança e que ainda são subnotificados, por medo de acionar a polícia.
  • O estudo, considerado o primeiro de seu porte feito por um ente federativo no Brasil, ouviu mais de cinco mil pessoas e monitorou 39 autores de feminicídio presos no Complexo da Papuda.
  • O objetivo é compreender motivações dos crimes para embasar políticas públicas de prevenção, acolhimento e proteção, incluindo fatores patrimoniais e o machismo estrutural.

Em certos momentos, como à noite e aos sábados, o DF 360 registra um alerta de violência doméstica a cada 15 minutos. O sistema monitora ocorrências em tempo real no Distrito Federal. A informação é do secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury.

Segundo Patury, os dados da pesquisa Panorama da Violência contra a Mulher no DF refletem a realidade vivida pelas forças de segurança. Ele afirma que os números não são exceção, mas a norma, e que muitos casos seguem subnotificados.

O estudo foi divulgado pelo Governo do Distrito Federal na sexta-feira (12/6). A pesquisa mede motivações e fatores que sustentam o ciclo de violência, com o objetivo de embasar políticas de prevenção, acolhimento e proteção.

Sobre o levantamento

A pesquisa é, segundo o governo, o primeiro estudo desse porte realizado por um ente federativo no país. Foram ouvidas mais de 5 mil pessoas. Além disso, 39 autores de feminicídio presos no Complexo da Papuda foram entrevistados para mapear fatores.

O objetivo é entender o que leva homens a cometerem feminicídio e subsidiar ações de enfrentamento. Os resultados ajudam a identificar motivações que costumam ser discutidas de forma tímida pela sociedade.

Fatores e encaminhamentos

Entre os fatores identificados, o secretário cita a relação de poder em contextos de machismo estrutural. A pesquisa aponta também que muitas mulheres sustentam o lar, enquanto o patrimônio pode ser apropriado pelo parceiro.

Patury reforça que o combate à violência envolve mais que atuação policial. Além de ações de segurança, são necessárias políticas públicas em educação, cultura, esporte e oportunidades.

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