- A Igreja de Nossa Senhora das Dores, o templo católico mais antigo de Porto Alegre, fica na Rua dos Andradas, no Centro Histórico.
- A construção começou em 1807 e dependia de doações e do trabalho de pessoas escravizadas.
- Josino, homem negro escravizado, foi condenado à morte por enforcamento, e, antes da execução, teria jurado que os que o condenaram jamais veriam as torres concluídas.
- Durante um século, as obras foram atrasadas por dívidas, conflitos políticos, falta de materiais e mortes de profissionais envolvidos.
- As torres foram finalizadas em 1907, cem anos após a pedra fundamental; hoje a igreja é Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e atrai visitantes.
O que aconteceu: a Igreja de Nossa Senhora das Dores, no Centro Histórico de Porto Alegre, teve as torres inacabadas por quase um século. A construção começou em 1807, dependente de doações e de trabalho de escravizados, entre eles o homem negro Josino.
Quem está envolvido: Josino, escravizado que trabalhava na obra, foi acusado de roubo de objetos da irmandade. Foi julgado sumariamente e enforcado na antiga Praça da Forca. Antes da execução, ele teria jurado que as torres do templo não seriam concluídas.
Quando e onde: a execução ocorreu na praça próxima ao templo, em data anterior à conclusão da igreja. A construção seguiu sem torres por décadas, moldando a vida no Centro Histórico de Porto Alegre.
Por quê: a demora foi atribuída a problemas financeiros, disputas políticas, falta de materiais e mortes de engenheiros. A expressão obras das Dores entrou para o vocabulário local como sinônimo de projeto interminável.
O legado de Josino e o atraso histórico
A narrativa ganhou contornos de mito, apesar de explicações históricas apontarem para guerras civis e escassez de recursos. A conclusão só veio em 1907, cem anos após a pedra fundamental, quando as torres finalmente ganharam sinos.
A igreja, hoje Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atrai fiéis e turistas. Mesmo com o final, a lenda da maldição de Josino persiste no imaginário do Centro Histórico, servindo de marco de uma memória coletiva de Porto Alegre.
- A obra permaneceu sem torres por décadas, até 1907.
- A Revolução Farroupilha é citada como fator de atraso no financiamento e fornecimento de materiais.
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