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Marinha: condenação mantida de oficial preso por matar pais de ex

Justiça do Rio mantém condenação de capitão de fragata pela morte de ex-sogros; pena é reduzida a 72 anos, com perda do cargo e indenização mínima de R$ 200 mil

Felipe em foto com seus pais, Osélia e Geraldo, que foram mortos por seu ex-namorado
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  • Justiça do RJ mantém a condenação de Cristiano da Silva Lacerda por homicídios qualificados dos ex-sogros, em 2022, na zona sul da capital.
  • Pena foi recalculada para 72 anos de reclusão, em regime fechado.
  • Mantida também a perda do cargo público de capitão da Marinha e a indenização mínima de R$ 200 mil aos familiares das vítimas.
  • Júri popular reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que dificultou defesa; crime ocorreu contra os pais do ex-namorado.
  • Defesa recorreu, alegando irregularidades processuais e possível embriaguez; recursos foram rejeitados pela Justiça.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a condenação do capitão de fragata Cristiano da Silva Lacerda pela morte dos pais do ex-namorado, ocorrida em 2022 na zona Sul da cidade. A decisão ocorreu nesta quarta-feira (10), durante sessão da 1ª Câmara Criminal, que também recalculou a pena de 80 para 72 anos de reclusão.

Além da confirmação da condenação, ficou mantida a perda do cargo público de capitão e a indenização mínima de R$ 200 mil aos familiares das vítimas. O crime ocorreu em junho de 2022, motivado, segundo a denúncia, pelo fim do relacionamento entre Cristiano e o ex-namorado.

O réu já havia sido condenado em dezembro do ano passado, após júri popular, pelos homicídios de Geraldo Pereira Coelho, de 73 anos, e Osélia da Silva Coelho, de 72. A defesa havia recorrido, alegando irregularidades processuais e questionando provas, perícias e a validade de laudos.

O TJ afirmou que a denúncia atendia aos requisitos legais e que o exame de insanidade mental indicou que Cristiano era plenamente capaz de compreender o caráter ilícito de seus atos. A defesa também contestou a tese de embriaguez ou uso de medicamentos para afastar a responsabilidade penal, mas o tribunal rejeitou esses argumentos.

Segundo os jurados, os crimes contaram com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa. Também foi considerado o aumento de pena por serem as vítimas pessoas idosas, resultando na dosimetria final de 72 anos.

Na época dos fatos, Cristiano enviou mensagem ao ex-namorado informando que a mãe dele estaria passando mal. Ao chegar em casa, o ex encontrou os corpos das vítimas no sofá. O oficial foi encontrado escondido em um baú, com uma faca, comprimidos e uma garrafa de uísque.

A defesa do réu não respondeu oficialmente até o fechamento desta edição. A Justiça mantém, assim, a pena e as consequências previstas, sem alterações adicionais no momento.

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