- A Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, atingiu cento e setenta e dois metros com a Torre de Jesus Cristo, tornando-a a igreja mais alta do mundo.
- A inauguração contou com a presença do papa Leão XIV, do rei e da rainha da Espanha, encerrando uma fase histórica do projeto iniciado em mil oitenta e dois.
- A conclusão ocorre cem anos após a morte do arquiteto Antoni Gaudí, que dedicou décadas à obra.
- A torre foi fabricada na Alemanha, transportada em seções para a Espanha e coroada por uma cruz revestida de cerâmica branca.
- Mesmo com o marco, as obras continuam em outras áreas, principalmente na Fachada da Glória, enquanto há debates urbanos sobre a ligação com a rua e futuras intervenções.
A Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, atingiu uma das maiores marcas de sua história com a inauguração da Torre de Jesus Cristo. A cerimônia reuniu autoridades religiosas, a realeza espanhola e contou com a participação de representantes da igreja. A nova torre eleva o conjunto a cerca de 172 metros.
Com a conclusão, a Sagrada Família passa a ser a igreja mais alta do mundo, reforçando sua posição entre os símbolos da arquitetura moderna. A inauguração ocorreu 144 anos após o início das obras, em um momento marcado pela memória de Gaudí.
A torre faz parte de um projeto iniciado em 1882, que recebeu a mão de obra de seguidores do arquiteto Antoni Gaudí. Gaudí dedicou mais de quatro décadas à basílica e morreu em 1926, atropelado por um bonde, aos 73 anos, sem ver a obra completa.
A autoria de Gaudí permanece central, com a nova estrutura coroada por uma cruz de cerâmica branca visível pela cidade. A construção envolveu meses de planejamento, fabricação na Alemanha e montagem de seções pré-moldadas de concreto e aço inox.
Após chegar a Barcelona, cada segmento recebeu acabamento com revestimentos cerâmicos, pedra e vitrais locais. A cruz foi instalada apenas depois dessa etapa, coroando a torre central.
Segundo o arquiteto Mauricio Cortés, a ideia foi preservar o espírito original, adaptando apenas o necessário às normas contemporâneas. O desafio foi conciliar a visão de Gaudí com exigências técnicas atuais.
Ao longo de mais de 140 anos, a construção enfrentou dificuldades financeiras, guerras e interrupções. Em 1936, muitos desenhos de Gaudí foram destruídos, mas registros preservados ajudaram a reconstituir o projeto.
O financiamento depende de doações e das receitas de visitação, característico de um templo expiatório. A pandemia de Covid-19 reduziu bastante o turismo, afetando recursos para as obras.
Nos últimos anos houve recuperação do fluxo de visitantes. Em 2025, quase 5 milhões de pessoas passaram pela basílica, reafirmando seu papel como uma das principais atrações da Europa.
Desafios e próximos passos
Apesar da Torre de Jesus Cristo, o conjunto ainda não está totalmente finalizado. As obras seguem em áreas como a Fachada da Glória, prevista para funcionar como entrada principal.
A discussão envolve questões urbanísticas, com propostas que afetam edifícios residenciais em frente à basílica. Moradores e comerciantes aguardam definições sobre a futura passagem que conectaria a entrada à rua.
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