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Sobrinho de Marcola recebeu pagamentos de empresa de ônibus e de suspeitos, diz MP-SP

Investigação aponta que sobrinho de Marcola recebeu pagamentos de empresa de ônibus e de suspeitos de crime; defesa promete esclarecer a origem dos recursos e a prefeitura apura

Ônibus operado pela concessionária Transunião Transportes S/A; empresa pagou R$ 50 mil a sobrinho de Marcola, diz investigação
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  • O Ministério Público de São Paulo afirma que Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola, recebeu transfers envolvendo suspeitos de crimes como tráfico, porte de arma, furto, associação criminosa e estelionato.
  • Entre as transações, está um pagamento de R$ 50 mil da Transunião Transportes S/A, empresa de ônibus que atua em 33 linhas na zona leste de São Paulo.
  • Leonardo é um dos seis alvos de denúncia do Gaeco por organização criminosa e lavagem de dinheiro; ele é considerado foragido.
  • A defesa nega as acusações, afirmando que apresentará esclarecimentos e provas sobre a origem e a regularidade das operações durante o processo.
  • A Prefeitura de São Paulo informou que há apuração em curso sobre a Transunião Transportes S/A, com o procedimento tramitando em sigilo.

O Ministério Público de São Paulo aponta que Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola, recebeu pagamentos de uma empresa de ônibus e de suspeitos de crime. A denúncia envolve operações financeiras registradas entre 2018 e 2022 e ligações com membros do PCC (Primeiro Comando da Capital). A defesa afirma que vai apresentar esclarecimentos sobre a origem e a regularidade das operações.

Relatórios do Coaf e análises da Polícia Civil indicam transferências de dinheiro para o sobrinho de Marcola em situações que sugerem ligação com atividades criminosas, como tráfico de drogas, porte ilegal de arma, furto, associação criminosa e estelionato. As informações aparecem em investigação que já mira outras pessoas ligadas ao caso.

Entre as transações identificadas está um pagamento de 50 mil reais feito pela Transunião Transportes S/A, empresa que atua em 33 linhas municipais na zona leste de São Paulo. A empresa já esteve envolvida em investigações anteriores ligadas ao PCC e a supostos esquemas de lavagem de dinheiro.

Leonardo Alexsander é um dos seis alvos de denúncia do Gaeco apresentada à Justiça na última quarta-feira. Ele permanece foragido e é acusado de organização criminosa e lavagem de dinheiro, assim como o pai e a irmã de Marcola, a influenciadora Deolane Bezerra e Everton de Souza, apontado como operador financeiro do esquema.

A defesa de Leonardo classificou as acusações como falsas e afirmou que os valores serão contextualizados durante o processo, com apresentação de documentos sobre a origem das operações. O advogado destacou que não houve confirmação de atividade econômica declarada pelo sobrinho.

Segundo a denúncia, o fluxo financeiro movimentado nas contas de Leonardo desmentiria sua capacidade econômica, já que não apresentava renda formal nem declaração de imposto de renda. Entre 2018 e 2024, somaram-se mais de 417 mil reais em entradas não identificadas e saídas de mais de 300 mil reais entre 2022 e 2024.

A investigação aponta vínculos entre Leonardo e pessoas com histórico criminal que teriam realizado ou recebido pagamentos. Em especial, a análise aponta o uso de outras pessoas como passagem de dinheiro, incluindo uma mulher de 28 anos registrada como estudante que repassou mais de 120 mil reais.

Rapidamente, promotores indicam que Leonardo pode ter recebido recursos de uma transportadora associada a atividades ilícitas do PCC, já reconhecida em outras operações como veículo de lavagem de dinheiro. As mensagens entre investigados sugerem que familiares próximos também teriam participação indireta.

A prefeitura de São Paulo informou que há apuração em curso sobre a Transunião Transportes S/A e que o procedimento tramita em sigilo, conforme a legislação vigente. O município não detalhou dados adicionais nem prazos da apuração.

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