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Geração Z ignora alertas e busca pele bronzeada

Geração Z ignora alertas sobre bronzeamento artificial; mitos se fortalecem nas redes e risco de melanoma cresce entre jovens

Jovens priorizam aparência bronzeada e ignoram riscos de câncer de pele
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  • A Geração Z busca bronzeado mesmo com alertas de risco, com vídeos de bronzeamento ganhando destaque nas redes sociais.
  • Pesquisa da American Academy of Dermatology aponta que 25% da Gen Z se preocupa com câncer de pele ao longo da vida, frente a 39% da população em geral; 20% dizem que ficar bronzeado é mais importante que prevenir a doença.
  • Mitos e desinformação nas redes, como afirmações de que protetor solar causa câncer, ajudam a reduzir o uso de protetor solar entre jovens.
  • Especialistas destacam que bronzear-se antes dos 35 anos aumenta o risco de melanoma em cerca de 75%.
  • TikTok e Instagram são as principais fontes de orientação sobre cuidados com a pele para os jovens, com 65% inclinados a crer em mitos sobre bronzeamento.

Makai Wallace, 19, de South Jordan, Utah, tornou-se símbolo de um debate sobre sol e proteção solar ao publicar um vídeo em uma câmara de bronzeamento artificial, em outubro. O registro, com mais de 71 mil visualizações, suscitou diversas reações da comunidade médica.

A médica dermatologista Brooke Jeffy, de Scottsdale, comparou o bronzeamento a atividades cancerígenas históricas e alertou que usar aparelhos de bronzeamento antes dos 35 anos eleva o risco de melanoma em 75%. A médica ressaltou o dado com ênfase numérica.

O vídeo de Makai traz uma afirmação provocativa sobre câncer de pele, o que gerou respostas de profissionais de saúde. Especialistas destacam que câmaras de bronzeamento podem aumentar exposição a radiação ultravioleta, associada ao desenvolvimento de câncer de pele.

Geração Z e mitos sobre o sol

Uma pesquisa da American Academy of Dermatology mostra que apenas 25% da Geração Z (18 a 29 anos) se preocupa com o câncer de pele ao longo da vida, contra 39% da população em geral. Do grupo, 20% valorizam o bronzeado acima da prevenção.

Os “tanfluencers” ganham espaço em redes sociais, promovendo o tanmaxxing com ingredientes como extrato de cenoura e exibindo marcas de bronzeado e queimaduras após dias de sol. A desinformação favorece práticas arriscadas.

Profissionais ressaltam que o cenário pode refletir mudanças geracionais na percepção de risco. Alguns jovens cresceram cercados por mensagens conflitantes, além da influência de figuras públicas associadas ao bronzeamento.

Dados e perspectivas médicas

Dermatologistas ressaltam que o câncer de pele é o tipo mais comum nos EUA e também prevenível, com base em medidas simples de proteção. A Skin Cancer Foundation aponta que um em cada cinco americanos desenvolverá a doença até os 70 anos, com queimaduras aumentando o risco.

Especialistas lembram que muitos pacientes jovens costumam buscar cuidados estéticos, mas não adotam em equilíbrio hábitos de proteção. Pesquisas indicam que 65% dos jovens acreditam em mitos sobre bronzeamento, segundo a Academia Americana de Dermatologia.

A comunicação sobre saúde da pele precisa ser clara e confiável, conforme profissionais consultados. Eles destacam que o bronzeamento representa dano ao DNA, independentemente do objetivo de aparência.

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