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Juíza que atuou no RS morre após cirurgia autorizada 28h após hemorragia

Juíza morreu 28 horas após cirurgia autorizada, após hemorragia decorrente de coleta de óvulos; polícia investiga responsabilidade médica

Foto: Ajuris/Divulgação / Porto Alegre 24 horas
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  • A juíza Mariana Francisco Ferreira morreu no dia 6 de maio, em Mogi das Cruzes, após hemorragia decorrente de procedimento de coleta de óvulos realizado em 4 de maio, estando cerca de 28 horas sem cirurgia.
  • Depoimentos de duas médicas afirmam que houve gravidade do quadro e pressão pela cirurgia de urgência, que só foi autorizada pelo médico responsável, Maurício Ligabô.
  • Após retorno para casa, Mariana apresentou fortes dores, foi encaminhada ao hospital e, ao longo do dia, foi tratada por hiperestimulação ovariana com tentativa de controle medicamentoso.
  • Na madrugada seguinte, exames mostraram piora, com sangramento e necessidade de cirurgia, que só ocorreu por volta das 21h do dia 5 de maio; ela não resistiu e morreu na manhã seguinte.
  • A Polícia Civil investiga a morte como suspeita, para esclarecer eventual responsabilidade médica; o hospital informou atendimento imediato e que o médico responsável foi acionado.
  • Mariana Francisco Ferreira era natural de Niterói, ingressou na magistratura do Rio Grande do Sul em dezembro de 2023 e atuava na Vara Criminal de Sapiranga.

O que aconteceu: uma juíza morreu após um procedimento de coleta de óvulos. Mariana Francisco Ferreira passava por uma cirurgia para conter uma hemorragia, autorizada apenas cerca de 28 horas depois do início dos sinais. o caso ocorreu em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo.

Quem está envolvido: Mariana Francisco Ferreira era magistrada no Rio Grande do Sul. O hospital envolvido foi o Hospital e Maternidade Mogi-Mater, onde a paciente recebeu atendimento. Duas médicas que atenderam a juíza prestaram depoimentos à Polícia Civil.

Quando e onde ocorreu: a coleta de óvulos aconteceu na manhã de 4 de maio, em uma clínica de reprodução assistida. A internação e o atendimento ocorreram no Hospital Mogi-Mater, com a evolução levando ao óbito na manhã de 6 de maio, em Mogi das Cruzes.

Por quê: as médicos relataram gravidade do quadro, com hemorragia aguda e sinais de sangramento significativos. Houve defesa de cirurgia de urgência, que só foi autorizada pelo médico responsável pela coleta de óvulos, Maurício Ligabô, antes de ser realizada.

Situação clínica e desdobramentos: uma médica de plantão descreveu queda de hemoglobina, líquido na cavidade abdominal e agravamento do quadro, com necessidade de intervenção imediata. Exames de imagem mostraram piora e indicaram sangramento ativo.

Investigação em andamento: a Polícia Civil apura possíveis responsabilidades médicas na condução do atendimento. O caso é registrado como morte suspeita e está em apuração para esclarecer falhas ou omissões.

Posicionamento oficial: o hospital informou atendimento imediato e encaminhamento à UTI, destacando que o médico responsável foi acionado para acompanhar o caso e que todas as medidas cabíveis foram adotadas.

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