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Sobrinha de Elcina: não queremos impunidade após morte no Arapoanga

Protesto no Arapoanga cobra justiça após atropelamento de Elcina Pereira; motorista preso em flagrante é suspeito de dirigir sob efeito de drogas e sem habilitação

Caminhada no Arapoanga reuniu cerca de 70 pessoas
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  • Familiares e moradores do Arapoanga realizaram, às 7h30, uma caminhada de protesto pelo atropelamento que matou Elcina Pereira de Brito, 58 anos, no Setor Arapoanga.
  • O ato reconstituiu o trajeto entre a loja Paraíso do Sono e o Ponto de Encontro Comunitário, com homenagens e pedido de justiça e mais segurança para pedestres.
  • Imagens de câmeras registraram o Chevrolet Prisma branco atingindo Elcina e a arremessando; ela morreu antes do socorro chegar. O motorista, Eric Savio Alves de Souza, foi preso em flagrante após recusar o bafômetro e admitir uso de entorpecentes.
  • O caso segue sob investigação da 16ª Delegacia de Polícia; familiares contestam a ideia de fatalidade involuntária, afirmando que dirigir sem habilitação e sob efeito de drogas é risco assumido.
  • A sobrinha Gabriela Brito relata luto intenso; o enterro ocorreu com caixão fechado e a avó de Elcina, de 94 anos, não pôde comparecer.

O ato ocorreu neste sábado, 13 de junho, em Arapoanga, às 7h30. Familiares e amigos caminharam para pedir justiça pelo atropelamento que tirou a vida de Elcina Pereira de Brito, 58 anos, ocorrida no início do mês. A mobilização seguiu pela rota da loja Paraíso do Sono até o PEC, com o objetivo de homenagear a vítima e exigir segurança no trânsito da região.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um Chevrolet Prisma branco atingiu Elcina em alta velocidade, arremessando-a para a entrada de estabelecimentos. O socorro chegou apenas com a constatação da morte no local. O motorista, Eric Savio Alves de Souza, foi preso em flagrante pela Polícia Militar após recusar o bafômetro e admitir uso de entorpecentes antes de dirigir. O caso é apurado pela 16ª Delegacia de Polícia.

Durante o protesto, familiares contestaram a versão de acidente. A sobrinha de Elcina, Gabriela Brito, afirmou que não acredita na narrativa de que houve apenas um erro humano e que dirigir sem habilitação, sob efeito de drogas, representa risco real para a vida de terceiros.

A professora que participou do ato explicou que a caminhada também visa pressionar as autoridades para que o condutor responda com rigor na prisão. O objetivo é evitar que haja liberação e que situações semelhantes se repitam, segundo a avaliação dos organizadores.

O abalo emocional entre os parentes aparece de forma evidente. A filha de Elcina não esteve presente neste sábado, devido ao luto. O sepultamento ocorreu sob condições que evidenciam a violência do atropelamento, com o caixão fechado. A família segue buscando apoio para atravessar o momento de dor e promover a justiça.

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