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Aeronáutica tem maior participação feminina entre as Forças Armadas

Aeronáutica tem a maior participação feminina entre as Forças Armadas, com 22,3% do efetivo em 2025; alistamento feminino inicia-se em 2025

A Marinha tem o menor número de mulheres (9.084) entre as Forças
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  • A Aeronáutica tem a maior participação feminina, com 15.080 mulheres em 2025, representando 22,3% do total.
  • A participação das mulheres nas Forças Armadas cresceu 9,9% nos últimos cinco anos, de 34.227 para 37.622.
  • No último ano, as mulheres responderam por 10,9% do efetivo total das três Forças (Exército, Marinha e Aeronáutica).
  • A partir de 2025, mulheres maiores de 18 anos podem se alistar voluntariamente (Serviço Militar Inicial Feminino, SMIF); em 2026, foram 1.467 ingressos em 13 estados e no Distrito Federal, com objetivo de chegar a 20% das vagas em até dez anos.
  • Em 2026, a médica coronel Cláudia Lima Gusmão Cacho tornou-se a primeira mulher a alcançar o generalato no Exército, promovida em 1º de abril durante ato que destacou a integração feminina em áreas operacionais.

A Aeronáutica é a Força Armada com maior participação feminina em relação ao total de efetivo. Em 2025, eram 15.080 mulheres, o que representa 22,3% do conjunto de militares. A informação faz parte de o levantamento das Forças Armadas do Brasil.

A Marinha tem o menor número absoluto de mulheres, 9.084, ainda assim fica em segundo lugar na proporção, com 12,5% do efetivo composto por mulheres. No total das três Forças, 10,9% dos militares eram mulheres no último ano.

A participação feminina nas Forças Armadas cresceu 9,9% nos últimos cinco anos, passando de 34.227 mulheres em 2021 para 37.622 em 2025. No período, a participação feminina aumentou em todas as três forças.

Alistamento feminino

Desde 2025, candidatas com mais de 18 anos podem se alistar voluntariamente. O objetivo do Ministério da Defesa é elevar progressivamente a participação feminina no serviço militar inicial, visando chegar a 20% das vagas em até 10 anos.

Antes de 2025, mulheres ingressavam apenas por concurso público ou por escolas militares. Em março de 2026, as três Forças incorporaram pela primeira vez mulheres ao Serviço Militar Inicial Feminino (Smirf). Ao todo, 1.467 ingressaram de forma voluntária em 13 estados e no Distrito Federal.

A formação básica tem duração de 3 ou 4 meses, conforme a Força. Durante esse período, as alistadas passam por adaptação à rotina militar, com horários rígidos, treino físico, manuseio de armamento e atividades de campo.

Após a formação, as incorporadas atuam em funções administrativas e operacionais. A seleção de atividades leva em conta perfil, aptidão e necessidades de cada Força, mantendo a capacitação e os benefícios equivalentes aos dos homens.

1ª mulher general

Em 2026, a médica coronel Cláudia Lima Gusmão Cacho tornou-se a primeira mulher a alcançar o generalato no Exército. A promoção ocorreu em cerimônia de 1º de abril, com o comandante do Exército, general Tomás Paiva, destacando o avanço histórico e a integração feminina em áreas operacionais.

Cláudia Cacho foi a única mulher entre os 30 oficiais promovidos na ocasião. O Exército também iniciou o Serviço Militar Feminino voluntário, com 1.465 pioneiras selecionadas entre 34.000 inscritas.

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