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Código Man Ray: imagens, objetos e o dicionário expandido

Milão estreia exposição de Man Ray que reorganiza a obra pela linguagem como sistema, destacando objetos, imagens e a ideia de dicionário expandido

Concebida inicialmente em 1923, a obra *Objeto a ser destruído* foi recriada e rebatizada várias vezes
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  • Em Milão, a galeria Gió Marconi, em parceria com a Fondazione Marconi, apresenta a exposição Man Ray: M for Dictionary, redesenhando a obra a partir da linguagem como sistema estrutural.
  • A mostra remete à apresentação do artista no Studio Marconi, em Milão, em 1969, marco de reconhecimento além de Nova York e Paris, com a transição de surrealismo fotográfico para um campo que envolve sintaxe, objeto e sistema.
  • O curador Yuval Etgar explica que Man Ray deve ser visto pela dimensão de uso e transformação contínua das imagens, indo além de uma prática única de representação.
  • Entre as obras, destaca-se Object to Be Destroyed (Objeto a ser Destruído), um metrônomo com um olho desenhado, cuja versão inicial de 1923 observava Man Ray no ateliê; uma segunda versão, de 1932, substituiu o desenho pelo olho de Lee Miller.
  • Em 1957, a obra foi reconstruída após vandalismo e passou a se chamar Indestructible Object (Objeto Indestrutível); a versão exibida em Milão é uma dessas reconstruções.

Milão recebe a exposição Man Ray: M for Dictionary, em parceria entre a galeria Gió Marconi e a Fondazione Marconi. A mostra reordena a obra do artista a partir da língua como sistema estrutural, inaugurada em 2026.

A curadoria retoma o marco de 1969, quando Man Ray apresentou-se no Studio Marconi, em Milão. A reavaliação busca mostrar como sua produção saiu do surrealismo fotográfico para um campo mais amplo, ligado a sintaxe, objetos e sistemas.

Para o curador Yuval Etgar, a leitura de Man Ray passa pela prática de usar e transformar imagens ao longo do tempo. A exibição enfatiza que o artista operava com economia e ampliava significados a partir de uma figura fixa.

O conjunto exposto reúne fotografia, objetos, pinturas e desenhos, adotando uma leitura transversal sem ordem cronológica rígida. A curadoria propõe uma visão dinâmica da obra do artista.

Entre as peças, ganha destaque o clássico Object to Be Destroyed, um metrônomo com um desenho de olho preso à pressa que marca o tempo. A obra foi recriada diversas vezes ao longo da carreira.

A produção inicial de 1923 pretendia ser uma testemunha silenciosa no ateliê, observando o ato de pintar. Em 1932, o desenho foi substituído pela imagem do olho de Lee Miller, ex-companheira de Man Ray.

Com a mudança, a obra passou a ser intitulada Object of Destruction, ganhando uma carga de ruptura e afeto. Man Ray descreveu a peça como ataque simbólico à imagem de Miller na própria produção.

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