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Do vidro ao squeeze: o azeite busca espaço alternativo na cozinha brasileira

Azeites em squeeze ganham espaço no Brasil, prometendo praticidade, menos desperdício e uso diário do extravirgem, sem abandonar o vidro

TQ SÃO PAULO 09.06.2026 PALADAR CADERNO 2 Reportagem sobre a tendência dos azeites em squeeze, que servem tanto para preparar quanto para finalizar pratos contando com a facilidade do manuseio do recipiente. Fotos no Botanike da Alameda Lorena com os sócios da marca Zétona, Betto Auge (de óculos) e Lucas Barbosa. Foto Tiago Queiroz/Estadão.
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  • Azeites em squeeze chegam ao Brasil, inspirados por embalagens usadas por cozinheiros profissionais e pelo sucesso de marcas internacionais, prometendo praticidade e maior uso do extravirgem.
  • A tendência ganhou força nos Estados Unidos e chega às cozinhas brasileiras, com formatos de preparo e finalização para uso cotidiano.
  • Marcas brasileiras já lançam o formato squeeze, e estabelecimentos como Botanikafé, Adega Habibi, Broca, Casa Azeite, entre outros, já adotam a opção.
  • Especialistas dizem que as bisnagas atuais reduzem a troca de gases, mas recomendam armazená-las longe do calor e consumir o azeite em até trinta a quarenta dias após a abertura.
  • O formato squeeze não substitui o vidro; ele complementa, oferecendo praticidade e frescor, enquanto o vidro continua associado ao ritual e à guarda de longo prazo.

Ao mercado brasileiro, chegam os azeites em squeeze, embalagens flexíveis com bicos dosadores. Inspirados por cozinheiros profissionais e pelo sucesso de marcas internacionais, eles prometem praticidade, menos desperdício e uso frequente do extravirgem.

A adoção do formato não é apenas estética. Especialistas veem mudança no relacionamento do consumidor com o azeite: menos contemplação, mais uso cotidiano. Azeitóloga Ana Beloto aponta que o formato aproxima o azeite da rotina diária, sem abandonar a qualidade.

Ainda incipiente no Brasil, o squeeze já tem pelo menos três marcas nacionais que o adotam como foco da linha de produtos. O movimento aparece também em cozinhas profissionais, com diversos restaurantes incluindo o formato em seus fluxos de preparo e finalização.

Evolução e atuação de marcas

Entre as empresas que apostam no squeeze, a Zétona traz azeites produzidos na Espanha em parceria com famílias olivicultoras. A marca enfatiza praticidade, dosagem controlada e presença contínua do azeite na rotina.

A Benza, criada por Carolina Cury, busca democratizar o acesso a azeites de qualidade. A estratégia envolve redes sociais, chefs e presença crescente no varejo, com atuação em São Paulo em estabelecimentos como Broca e Los Dos.

A Lóv surge com foco no frescor, posicionando-se entre azeites de baixo custo e rótulos premium. O fundador destaca que a embalagem é secundária ao produto, que enfatiza origem única e data de envase visíveis no rótulo.

Perguntas sobre conservação e futuro

A questão da conservação em squeezes é discutida entre especialistas. Tecnologias atuais reduzem a troca de gases, mas o pensamento permanece de que o azeite de alto giro se beneficia dessa embalagem. O vidro escuro continua referência para guarda de longo prazo.

No fim, o squeeze não deve substituir completamente o vidro. Mantém-se a tradição, enquanto o formato oferece prática para uso diário, desde saladas até ovos mexidos no café da manhã.

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