- A Ponte do Esqueleto, na zona rural entre Limeira e Cordeirópolis, está desativada para tráfego há cerca de trinta anos e recebe atividades radicais com frequência.
- No sábado, uma jovem de vinte e um anos morreu após ser lançada sem estar presa à corda de segurança durante um salto de rope jump, a partir de cerca de quarenta metros de altura.
- Testemunhas e a Polícia Civil apontam falha na checagem de equipamentos: a corda de segurança deveria estar presa ao corpo, mas ficou enrolada no chão da plataforma.
- A prefeitura de Limeira informou que vai processar o governo federal por omissão, afirmando que a fiscalização e manutenção são de responsabilidade federal.
- A Secretaria do Patrimônio da União informou que a ponte pertencia a trecho não implantado da antiga Rede Ferroviária Federal e que não autorizou atividades esportivas; desde 2024, pediu o bloqueio de acesso.
A Jovem de 21 anos morreu no sábado ao ser lançada sem estar presa à corda de segurança durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, na zona rural entre Limeira e Cordeirópolis, interior de São Paulo. O acidente ocorreu na Ponte, que fica a cerca de 40 metros de altura.
A travessia, desativada para tráfego de veículos há cerca de 30 anos, costuma receber atividades de esportes radicais como ciclismo, trilhas e salto em queda livre. Registros anteriores apontam um histórico de acidentes envolvendo a estrutura, que pertence à área federal.
Outros casos na mesma ponte incluem uma ciclista de Rio Claro que, em abril de 2024, morreu após cair da estrutura. Em agosto de 2025, duas mulheres ficaram gravemente feridas após quedas na ponte, segundo os bombeiros.
Responsabilidade, fiscalização e impactos
A Ponte do Esqueleto é de responsabilidade federal. A SPU — Secretaria do Patrimônio da União — afirmou que a ponte integrava trecho de uma antiga rede ferroviária e que nunca autorizou atividades esportivas no local. A incorporação ao patrimônio da SPU ocorreu apenas em 2026, e desde 2024 a secretaria tem pedido apoio para bloquear o acesso.
A Prefeitura de Limeira informou que pretende processar o governo federal por omissão na gestão da estrutura. Segundo o município, a fiscalização, manutenção e controle de acesso cabem ao poder federal. Ofícios já foram enviados para cobrar providências, sem resposta concreta até o momento.
A administração local destacou que a tragédia reforça a necessidade de cooperação entre esferas para evitar riscos. Grande parte das informações sobre o caso ainda está em apuração pela Polícia Civil.
Detalhes do caso
Um vídeo mostra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sendo levada até a borda da plataforma e impulsionada para frente. Ela caiu de 40 metros, e a morte foi constatada no local. A Polícia Civil informou que o equipamento de segurança deveria estar preso ao corpo, mas ficou sem uso. Três instrutores foram presos e, em depoimento, não conseguiram explicar a omissão ou quem era responsável pela checagem final.
Testemunhas afirmaram que houve falha na checagem dos equipamentos, com a corda de segurança não conectada. Os investigadores continuam apurando responsabilidades de todos os envolvidos e as falhas de fiscalização que permitiram a prática no local.
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